Paraná registra menor taxa de desocupação da história para um 1º trimestre em 2026
14/05/2026
O Paraná alcançou no 1º trimestre de 2026 a menor taxa de desocupação da história para o período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, a PNAD, do IBGE, iniciada em 2012. Os dados divulgados nesta quinta-feira mostram que a taxa de desemprego no Estado ficou em 3,5% entre janeiro e março deste ano. O resultado representa uma queda de 0,5 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2025, quando o índice havia sido de 4%, a melhor marca histórica para o trimestre até então. A série histórica também mostra uma redução consistente do desemprego no Paraná nos últimos anos. Em 2017, a taxa de desocupação no Estado era de 10,4%. Agora, caiu para 3,5%, uma redução de 6,9 pontos percentuais em menos de uma década. Segundo economistas, o índice atual é compatível com um cenário de pleno emprego, quando o desemprego fica em níveis residuais ligados à movimentação natural do mercado de trabalho. Com o resultado, o Paraná passou a ter a 4ª menor taxa de desocupação do Brasil, atrás apenas de Santa Catarina, Mato Grosso e Espírito Santo. O índice paranaense também ficou abaixo da média nacional, que foi de 6,1% no 1º trimestre de 2026. De acordo com a PNAD Contínua, o Paraná terminou o trimestre com 9 milhões 830 mil pessoas em idade de trabalhar. Desse total, 6 milhões 480 mil fazem parte da força de trabalho do Estado, no maior contingente já registrado pela pesquisa no Paraná. Os dados também mostram melhora na qualidade do mercado de trabalho. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o Estado teve 28 mil pessoas a menos desocupadas, 37 mil deixaram a informalidade e outras 24 mil saíram da condição de subutilização da força de trabalho. O levantamento aponta ainda crescimento da renda dos trabalhadores paranaenses. O rendimento médio mensal chegou a 4 mil e 55 reais no 1º trimestre de 2026, o maior valor da série histórica para o período. O valor é 303 reais maior do que o registrado no mesmo trimestre do ano passado. Na comparação anual, o crescimento da renda foi superior a 8%, acima da inflação acumulada no período, que ficou em cerca de 4,1%, indicando ganho real no poder de compra dos trabalhadores.O rendimento médio do Paraná também ficou acima da média nacional, que foi de 3 mil 610 reais no 1º trimestre deste ano. A trajetória da taxa de desocupação do Paraná no 1º trimestre de cada ano desde o início da série histórica da PNAD Contínua está disponível no site da Agência Estadual de Notícias, o parana.pr.gov.br/aen. (Repórter: Gabriel Ramos)


