Paraná tem 78 mil “Maracanãs” de área protegida por Reservas Particulares do Patrimônio Natural

29/01/2026
O Paraná tem hoje um dos maiores mosaicos de áreas naturais protegidas do país. São 339 Reservas Particulares de Patrimônio Natural, as RPPNs, que somam pouco mais de 56 mil hectares preservados, o equivalente a cerca de 78 mil campos de futebol. As áreas são criadas de forma voluntária por proprietários rurais e protegem florestas com araucárias, ipês, cedros e outras espécies nativas. As reservas são reconhecidas pelo Instituto Água e Terra, por prefeituras ou pelo ICMBio, e a data é lembrada neste sábado, 31 de janeiro, Dia Nacional das RPPNs. Em 2025, o Estado ampliou esse conjunto com o cadastro de cinco novas reservas, que juntas protegem 535 hectares. Entre elas está a RPPN Samuel Klabin, em Imbaú, nos Campos Gerais, com 168 hectares e estrutura voltada à conservação, educação ambiental e turismo sustentável. A chefe da Divisão de Incentivos para a Conservação do Instituto Água e Terra, Natália Ribeiro Corrêa, destaca a importância das reservas particulares para a política ambiental do Paraná. // SONORA NATALIA CORREA //

Além da preservação ambiental, as RPPNs trazem retorno financeiro aos municípios por meio do ICMS Ecológico. Em 2025, o Estado repassou 329 milhões de reais às cidades que possuem unidades de conservação. Os proprietários também contam com incentivos, como pagamento por serviços ambientais, isenção do ITR e programas de créditos de biodiversidade. Para criar uma RPPN, é preciso que a área tenha relevância ambiental e esteja com a documentação regular. O pedido é voluntário e passa por vistoria técnica do IAT. Após a aprovação, a área passa a ter proteção permanente e acompanhamento anual do Estado. (Repórter: Gabriel Ramos)