Patrimônio histórico e cultural do Paraná, Estrada da Graciosa completa 150 anos
26/08/2023
Importante rota turística do Paraná, a Estrada da Graciosa completa em 2023 um século e meio de construção. Os aspectos culturais e naturais conferem a ela valor imaterial, tanto pela importância local de Antonina, Morretes e Quatro Barras, quanto pela contribuição econômica para a história do Paraná. Inaugurada oficialmente em 1873, a Graciosa tem uma história que precede a chegada dos primeiros colonizadores. O trecho paranaense da Serra do Mar abriga as maiores elevações do centro-sul do Brasil, como o Pico do Paraná e seus 1.900 metros de altitude. Popularmente conhecida como Cordilheira da Marinha, essa cadeia montanhosa foi o grande obstáculo entre o Litoral e o planalto paranaense. Há mais de 350 anos, os indígenas tinham diversas trilhas para cruzar a Serra. Esses caminhos na Mata Atlântica eram usados em tempos de colheita do pinhão. A Graciosa era uma dessas trilhas, embora ainda não tivesse esse nome. No século XVII, colonizadores e jesuítas se estabeleceram no Paraná e o então chamado Caminho da Graciosa se tornou essencial para o transporte de insumos e mercadorias entre Curitiba e as cidades litorâneas. A estrada era uma popular rota de tropeiros e foi considerada o caminho mais seguro para o transporte de cargas pesadas. Somente em 1854, após a emancipação da Província do Paraná, o imperador Dom Pedro II autorizou a construção de uma estrada estadual ligando Curitiba a Antonina. O Caminho da Graciosa serviu de guia para a nova obra que tornaria a via carroçável, concluída em 1873. O engenheiro civil Paulo Sidnei Ferraz, membro do Conselho Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico, aponta as inúmeras dificuldades durante a construção. // SONORA PAULO SIDNEI FERRAZ //
A Graciosa, como rota logística, presenciou a passagem de produtos de importação e exportação, principalmente o café, que foi elemento econômico essencial para o Estado. Além disso, foi via de passagem de políticos, viajantes e imigrantes, que chegavam ao Paraná pelos portos de Antonina e Paranaguá. Até meados do século XX, a Estrada da Graciosa foi a única rodovia pavimentada a ligar Curitiba ao Litoral. Com a abertura da BR-277, a Graciosa passou a servir principalmente como via turística. As curvas sinuosas e a proximidade com a natureza a tornaram um popular destino. Hoje, já pavimentada, reúne espaços históricos relevantes, como pontes, igrejas, recantos e monumentos. Para Paulo Ferraz, a Estrada da Graciosa é uma relíquia para a história do Estado. // SONORA PAULO SIDNEI FERRAZ //
Segundo Aimoré Índio do Brasil Arantes, historiador da Coordenação do Patrimônio Cultural da Secretaria de Estado da Cultura, a origem de todos os caminhos da América é indígena. // SONORA AIMORÉ ÍNDIO DO BRASIL ARANTES //
Embora a Estrada da Graciosa não seja em si tombada, o trecho paranaense da Serra do Mar pelo qual a via atravessa teve o tombamento efetivado pelo Governo do Estado em agosto de 1986. A área também foi reconhecida como patrimônio mundial da UNESCO e constitui um dos mais belos exemplos de patrimônio cultural, natural e turístico do Brasil. (Repórter: Gustavo Vaz)
A Graciosa, como rota logística, presenciou a passagem de produtos de importação e exportação, principalmente o café, que foi elemento econômico essencial para o Estado. Além disso, foi via de passagem de políticos, viajantes e imigrantes, que chegavam ao Paraná pelos portos de Antonina e Paranaguá. Até meados do século XX, a Estrada da Graciosa foi a única rodovia pavimentada a ligar Curitiba ao Litoral. Com a abertura da BR-277, a Graciosa passou a servir principalmente como via turística. As curvas sinuosas e a proximidade com a natureza a tornaram um popular destino. Hoje, já pavimentada, reúne espaços históricos relevantes, como pontes, igrejas, recantos e monumentos. Para Paulo Ferraz, a Estrada da Graciosa é uma relíquia para a história do Estado. // SONORA PAULO SIDNEI FERRAZ //
Segundo Aimoré Índio do Brasil Arantes, historiador da Coordenação do Patrimônio Cultural da Secretaria de Estado da Cultura, a origem de todos os caminhos da América é indígena. // SONORA AIMORÉ ÍNDIO DO BRASIL ARANTES //
Embora a Estrada da Graciosa não seja em si tombada, o trecho paranaense da Serra do Mar pelo qual a via atravessa teve o tombamento efetivado pelo Governo do Estado em agosto de 1986. A área também foi reconhecida como patrimônio mundial da UNESCO e constitui um dos mais belos exemplos de patrimônio cultural, natural e turístico do Brasil. (Repórter: Gustavo Vaz)


