Pesquisa coloca Simepar na vanguarda dos estudos em modelagem numérica para previsão do tempo

11/05/2026
Um estudo realizado por pesquisadores do Simepar foi publicado na revista internacional Weather and Climate Extremes e também na plataforma ScienceDirect, uma das maiores bases de dados de pesquisa científica do mundo. Os pesquisadores paranaenses foram os primeiros a avaliar o desempenho de um sistema apontado como o futuro da modelagem atmosférica. A modelagem numérica é uma técnica computacional que utiliza equações físicas e matemáticas para simular o comportamento da atmosfera e gerar previsões automáticas do tempo. Para isso, supercomputadores processam dados coletados por radares, estações meteorológicas e hidrológicas, além de informações como temperatura, vento e pressão atmosférica. Esse trabalho é importante para prever eventos climáticos severos e ampliar a capacidade de resposta diante de tempestades, chuvas intensas e outros fenômenos extremos. Atualmente, um dos modelos mais utilizados no mundo é o WRF, sigla em inglês para Modelo de Pesquisa e Previsão do Tempo. Já o MPAS, sigla para Modelo de Previsão em Múltiplas Escalas, é apontado como uma evolução desse sistema e considerado o futuro da modelagem atmosférica. O diferencial do MPAS é a capacidade de usar alta resolução em áreas específicas, como o Paraná, sem necessidade de limites laterais que podem gerar instabilidades e erros nas previsões. O estudo foi desenvolvido pelo bolsista José Antonio Mantovani Junior, em parceria com o pesquisador Rafael Toshio Inouye e outros colaboradores. A pesquisa analisou quatro eventos recentes de tempo severo no Paraná, incluindo tempestades com chuvas extremas e frentes de rajada. Os resultados mostraram que o MPAS igualou ou superou o desempenho do WRF operacional, principalmente na previsão da intensidade e distribuição das chuvas. Outro destaque do estudo foi o uso das condições iniciais do modelo europeu ECMWF-IFS, que ajudaram a aumentar a precisão das previsões, com dados mais detalhados sobre vento, umidade e formação das tempestades. (Repórter: Gabriel Ramos)