Pioneirismo: Lacen-PR ajudou a formatar nova regra nacional de diagnóstico da raiva

16/06/2026
Uma transformação histórica na bioética e na saúde pública do Brasil, motivada pelo pioneirismo do Paraná, vai encerrar definitivamente o uso de animais em diagnósticos de raiva no País. A partir das evidências práticas e científicas geradas pelo Lacen-PR, Laboratório Central do Estado, vinculado à Secretaria de Estado da Saúde, o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal editou uma resolução, publicada no início deste ano, que determina o prazo de até cinco anos para que todos os laboratórios brasileiros substituam o uso de camundongos por métodos alternativos in vitro. A nova normativa nacional coloca o Brasil em posição de protagonismo internacional, alinhando o país às recomendações da Organização Mundial da Saúde e da Organização Mundial de Saúde Animal. A mudança vem a partir do modelo paranaense que provou em escala real que a substituição pelo método de biologia molecular é segura, menos custosa, biossegura e tecnicamente superior aos testes tradicionais. Historicamente, o método padrão para o diagnóstico da raiva exigia a inoculação de amostras suspeitas em camundongos vivos, que precisavam ser observados por até 30 dias. Com a implantação da técnica de biologia molecular, o cenário mudou drasticamente: o resultado do exame, que antes demorava um mês, agora pode sair no mesmo dia em que a amostra dá entrada no laboratório. (Repórter: Gustavo Vaz)