Pitaia é cultivada em 29 municípios, gera lucros e é destaque do Boletim Agropecuário

24/11/2022
A pitaia é uma das frutas que começam a ganhar o gosto dos brasileiros e do mundo todo pelas suas propriedades nutricionais, farmacêuticas e funcionais, além do sabor e das cores chamativas. Para analisar as técnicas produtivas, as oportunidades de negócios e estabelecer um ordenamento para a evolução no Estado, está sendo realizado nesta semana, em Marialva, o primeiro encontro paranaense da cultura. Uma análise sobre a presença da fruta no Brasil e no Paraná está no Boletim de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 18 a 24 de novembro. O estudo é apresentado pelo agrônomo do Departamento de Economia Rural, Paulo Andrade. O boletim é publicado pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento. Atualmente, o Brasil entrou no mercado exportador da fruta. Entre 2017 e 2021, foram enviadas para o exterior cerca de 330 mil toneladas, com faturamento de um milhão e 400 mil reais. Números sobre o cultivo comercial apareceram no Censo Agropecuário 2017, do IBGE. Ele contabilizou 640 estabelecimentos produzindo a pitaia. À época foram colhidas mil 422 toneladas em 530 hectares, resultando em quase sete milhões de reais de VBP, Valor Bruto de Produção. O Paraná apareceu na sétima colocação, com 3,5%. A fruta era cultivada comercialmente em 29 municípios do Estado, com Marialva e Carlópolis à frente. Foram colhidas 34 toneladas em 22 hectares, que garantiram cerca de 50 milhões de reais de VBP. O Boletim de Conjuntura Agropecuária registra ainda que, em 2021, nas unidades da Ceasa/PR, foram comercializadas 214 toneladas de pitaias, com três milhões e 800 mil reais em negócios. Cerca de 50% teve origem em Santa Catarina, seguido do Paraná, com 25%, e São Paulo, com 16%. Neste ano já se transacionou dois milhões e meio de reais, com venda de 194 toneladas. As cotações médias estão a 12 reais e 75 centavos o quilo. O boletim também trata do plantio de milho, que atingiu 98% da área estimada de 400 mil hectares. No campo, 85% da área apresenta condições boas, 14% estão em situação mediana e apenas 1%, ruim. Estima-se produção de quase quatro milhões de toneladas nesta safra. A soja também está quase no término da semeadura, com 92% da área estimada de cinco milhões e 700 mil hectares já plantada. Cerca de 93% está com condições boas, enquanto 6% têm condição mediana e 1%, ruim. Sobre o feijão, pela segunda semana consecutiva, as condições climáticas foram benéficas para o plantio, mas os trabalhos ainda continuam atrasados. Em condições normais, a semeadura dificilmente ultrapassa outubro. O boletim aponta também que a exportação de mel brasileiro in natura, nos nove primeiros meses de 2022, foi de 30 mil 205 toneladas, volume 25,6% menor se comparado com o mesmo período de 2021. O documento do Deral registra que o custo de produção do frango, em setembro, no Paraná, subiu 0,7% em relação a agosto, atingindo valor médio de cinco reais e 49 centavos o quilo. Os resultados preliminares da Pesquisa Trimestral de Produção de Ovos, do IBGE, mostram que a produção brasileira de ovos de galinha foi de pouco mais de um bilhão de dúzias no terceiro trimestre. A produção acumulada dos três trimestres chega a quase três bilhões de dúzias, recuo de 0,7% em relação ao mesmo período de 2021. Sobre o leite, o boletim agropecuário mostra que o preço pago ao produtor em outubro caiu, na média Brasil, 6,5% comparativamente ao mês anterior. Mesmo assim, se mantém acima do praticado no mesmo período de 2021. O boletim completo está disponível em www.agricultura.pr.gov.br. (Repórter: Felippe Salles)