Polícia Científica do Paraná reforça estrutura para análise de drogas no Litoral do Estado

09/02/2026
A Polícia Científica do Paraná reforçou a atuação no Litoral com análises de drogas diretamente na região durante a temporada. Esse trabalho garante a identificação técnica de substâncias apreendidas pelas polícias Militar e Civil, assegurando mais rapidez na liberação de laudos e maior precisão para o andamento das investigações criminais. A perita oficial da Polícia Científica, Margarida Neves, destaca a necessidade desse reforço por causa da alta demanda por esse trabalho na região nesta época do ano. // SONORA MARGARIDA NEVES //

As análises são feitas no Laboratório de Química Forense instalado no Litoral, onde peritos examinam entorpecentes como cocaína, crack, maconha e haxixe. O procedimento envolve testes preliminares e análises instrumentais com equipamentos de alta tecnologia, como espectrometria Raman e infravermelho, capazes de confirmar a natureza da substância apreendido. O material encaminhado pelas forças de segurança chega ao laboratório em pequenas amostras individualizadas, identificadas por número de lacre específico, em quantidade suficiente apenas para a análise pericial e eventual contraprova. Inicialmente, os peritos fazem exames colorimétricos, que indicam de forma preliminar a presença de substâncias ilícitas. Em seguida, são feitas análises instrumentais mais específicas, que permitem a confirmação técnica do resultado. Margarida Neves ressalta a economia de tempo que a estrutura permite ao trabalho da Polícia Científica. // SONORA MARGARIDA NEVES //

Além da agilidade, o trabalho pericial é essencial para evitar equívocos de identificação. Substâncias visualmente semelhantes a drogas ilícitas, por exemplo, podem ser confundidas no momento da apreensão, e a análise laboratorial é determinante para confirmar se o material se trata, de fato, de um entorpecente ou não, garantindo segurança jurídica às investigações. Após a confirmação da substância, o laudo pericial é elaborado e encaminhado às autoridades responsáveis, servindo como prova técnica para subsidiar decisões no processo criminal. Parte da amostra analisada ainda é preservada para eventual contraprova, que pode ser solicitada pela defesa ou determinada pelo Judiciário. (Repórter: Gustavo Vaz)