Polo de pesquisa: unidade da UEM no Noroeste impulsiona IDH de Diamante do Norte
23/02/2026
Há 36 anos foi criado, em Diamante do Norte, o Câmpus Regional do Noroeste da Universidade Estadual de Maringá. Localizado na divisa entre Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, próximo ao Rio Paranapanema, o câmpus se tornou referência em pesquisa e inovação, com impacto direto no desenvolvimento da região. Um dos indicadores é o avanço no Índice de Desenvolvimento Humano do município. Em 1990, o IDH era de 0,456. Em 2010, passou para 0,723, segundo o IBGE, colocando a cidade entre as de IDH alto no Estado. O câmpus tem cerca de 14 mil metros quadrados de área construída em um espaço de 82 hectares. Lá são desenvolvidos projetos de suinocultura, bovinocultura de leite, piscicultura, apicultura, horticultura e mandiocultura, que dão suporte aos cursos de Agronomia e Zootecnia. Na fazenda experimental são cultivados milho, sorgo, mandioca e eucalipto. A horta abastece o Restaurante Universitário. Na pecuária, a produção de leite varia entre 200 e 250 litros por dia. Parte vai para um laticínio da região e outra parte é usada na produção de queijos. Na suinocultura, o destaque é o porco da raça Moura, utilizado na produção de embutidos artesanais. Desde 2022, a fazenda também abriga o Centro Estadual de Educação Profissional do Noroeste, o Colégio Agrícola. A estrutura recebeu investimento de 11 milhões de reais do Governo do Estado e do FNDE, para formação de técnicos em agropecuária em regime de internato. O câmpus ainda desenvolve pesquisas com abelhas da espécie Apis mellifera e implantou um espaço para criação de abelhas sem ferrão. Outro destaque é a unidade de piscicultura em tanques-rede, instalada no Rio do Corvo, entre Diamante do Norte e Terra Rica. Criada em 2023, a estrutura produz tilápias para o Restaurante Universitário e para o Hospital Universitário Regional de Maringá, além de sediar um programa de melhoramento genético da espécie. (Repórter: Gabriel Ramos)


