Programa Prime inicia capacitação empreendedora para pesquisadores

06/05/2026
Um grupo com 108 pesquisadores e 35 empreendedores iniciou nesta quarta-feira as atividades de capacitação da sexta edição do Prime, Programa de Propriedade Intelectual com Foco no Mercado. A iniciativa é do Governo do Paraná, por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, em parceria com Fundação Araucária e o Sebrae/PR. O propósito do programa é estimular a transformação de pesquisas científicas em produtos, serviços e novos negócios, além de incentivar o registro de patente pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial. Ao final da capacitação, 10 projetos serão selecionados para receberem o aporte de 200 mil reais do Fundo Paraná de fomento científico e tecnológico. As atividades acontecem entre maio e agosto no modelo de ensino a distância. Nesta edição, o representante do projeto melhor avaliado vai ter a chance de participar do Web Summit Lisboa 2026, um dos principais eventos internacionais de tecnologia e inovação. Dos 143 inscritos, cerca de 30% fazem parte do sistema estadual de ensino superior, com 44 projetos. A instituição com maior número de projetos é a Universidade Tecnológica Federal do Paraná, com 37 submissões. Uma das iniciativas desenvolve um Equipamento de Proteção Individual com superfície inteligente que altera a cor ao entrar em contato com gases tóxicos, dedicado à segurança ocupacional nas indústrias. A pesquisadora do laboratório têxtil do campus Apucarana da UTFPR, Emilly Karoline Tonini Silva Volante, conta que o objetivo de inscrever o projeto no Prime é conseguir transformar uma pesquisa de alto potencial tecnológico em uma solução aplicável. // SONORA EMILLY KAROLINE TONINI SILVA VOLANTE //

Entre as 43 iniciativas apresentadas por pesquisadores das universidades estaduais está o projeto que desenvolve um concreto com capacidade de autorreparo, denominado “Bioconcreto”. O projeto é desenvolvido na Universidade Estadual de Maringá e tem o objetivo de aumentar a durabilidade das estruturas e reduzir os custos com manutenção. A tecnologia utiliza também uma embalagem hidrossolúvel que se dissolve na preparação do concreto, otimizando o tempo de obra. A coordenadora do projeto e professora do Departamento de Tecnologia da UEM, Cristiane Mengue Feniman Moritz, diz que o acesso ao ecossistema de inovação do Estado vai ser fundamental para acelerar a validação comercial do projeto. // SONORA CRISTIANE MENGUE FENIMAN MORITZ //

Lançado em 2021, o Prime se consolidou como uma política pública estratégica para a área de ciência e tecnologia no Paraná, conectando a produção acadêmica às demandas do mercado. Desde a primeira edição, 369 pesquisadores já participaram do programa. (Repórter: Gustavo Vaz)