Protagonismo: alunos surdos de Londrina transformam óleo usado em pesquisa científica
15/06/2026
A combinação entre educação inclusiva, protagonismo estudantil e iniciação científica vem ampliado oportunidades para estudantes do Instituto Londrinense de Educação de Surdos, em Londrina, que integra a rede estadual. O Clube de Ciência Em Mãos, composto por alunos da instituição, tem ampliado o acesso de alunos surdos à prática científica por meio de atividades desenvolvidas em Libras. O grupo integra a Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, iniciativa do NAPI Paraná Faz Ciência, desenvolvida em parceria com as Secretarias de Estado da Educação e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, além da Fundação Araucária. As atividades começaram há dois anos, a partir de uma aproximação com a UEL, para ampliar a presença dos estudantes surdos em espaços de pesquisa e dar mais visibilidade ao trabalho da escola. O principal projeto do grupo é a produção de sabão a partir de óleo de cozinha usado, iniciativa que alia sustentabilidade, experimentação e aprendizagem prática. A partir dessa atividade, os estudantes também fazem pesquisas científicas e desenvolvem materiais de apoio para a aprendizagem em Libras. O projeto é conduzido pela professora de Ciências e Biologia Alessandra Francisco, que tem 30 anos de atuação na educação, sendo 15 deles no Instituto. A Educação em Tempo Integral também aparece como condição para o avanço do projeto. Para a coordenadora da Educação em Tempo Integral da Secretaria de Estado de Educação, Marytta Rennó, os clubes de ciências são fundamentais. // SONORA MARYTTA RENNÓ //
O sinalário científico é uma das principais frentes do clube. A partir dos conteúdos da pesquisa, os estudantes selecionam termos técnicos, produzem sinais, gravam vídeos em Libras e desenvolvem materiais de apoio. O grupo também trabalha na criação de um jogo bilíngue, com perguntas, respostas, vídeos e palavras em português, pensado para apoiar a aprendizagem de estudantes surdos. No ano passado, o projeto participou da Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência, em Curitiba, onde recebeu o terceiro lugar em divulgação científica. (Repórter: Gustavo Vaz)
O sinalário científico é uma das principais frentes do clube. A partir dos conteúdos da pesquisa, os estudantes selecionam termos técnicos, produzem sinais, gravam vídeos em Libras e desenvolvem materiais de apoio. O grupo também trabalha na criação de um jogo bilíngue, com perguntas, respostas, vídeos e palavras em português, pensado para apoiar a aprendizagem de estudantes surdos. No ano passado, o projeto participou da Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência, em Curitiba, onde recebeu o terceiro lugar em divulgação científica. (Repórter: Gustavo Vaz)


