Queda das temperaturas: Saúde reforça necessidade da vacinação para evitar síndromes repiratórias

28/04/2026
Com a chegada do outono e a aproximação do inverno, o Paraná entra em um período de maior atenção para as síndromes respiratórias agudas graves. Dados do boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz, indicam alerta nas regiões Sul e Sudeste, com risco de aumento de casos. A Secretaria de Estado da Saúde reforça que esse crescimento é esperado nesta época do ano e destaca a importância da prevenção, principalmente com a vacinação. Vírus como Influenza, Covid-19 e o Vírus Sincicial Respiratório estão entre os principais causadores dessas doenças e podem evoluir para quadros graves, sobretudo entre os mais vulneráveis. Nas primeiras 13 semanas de 2026, o Paraná registrou cerca de 4 mil casos e 170 mortes. Os números são menores do que no mesmo período de 2025, quando foram cerca de 4 mil e 500 casos e 247 óbitos. A população idosa segue como a mais afetada. Pessoas com mais de 80 anos concentram 24 mortes. Nos casos de Influenza, a média de idade das vítimas é de 77 anos. A vacinação segue como principal forma de proteção. A campanha contra a Influenza vai até 30 de maio e tem meta de imunizar 90% dos grupos prioritários, como crianças, idosos e gestantes. O Ministério da Saúde enviou ao Estado cerca de 1 milhão e 800 mil doses neste ano. Destas, pouco mais de 1 milhão já foram aplicadas. O Paraná tem 1 mil e 850 salas de vacinação nos 399 municípios. A orientação é procurar a unidade de saúde mais próxima para atualizar a carteira. A vacina contra a Covid-19 também está disponível para públicos prioritários. Já a imunização contra o Vírus Sincicial Respiratório é indicada para gestantes a partir da 28ª semana e protege os bebês nos primeiros meses de vida. Neste ano, foram aplicadas cerca de 34 mil doses. Além da vacinação, medidas simples ajudam a evitar a transmissão, como higienizar as mãos, manter ambientes ventilados e evitar aglomerações. Em caso de sintomas como febre, tosse ou dor no corpo, a recomendação é buscar atendimento médico o quanto antes. O diagnóstico precoce ajuda a evitar casos graves. (Repórter: Gabriel Ramos)