Referência nacional em transplantes, Paraná tem rede solidária que salva vidas
28/11/2022
No início do mês de novembro, a equipe do médico Gustavo Pimentel, que coordena o serviço de transplante cardíaco do Hospital do Rocio, em Campo Largo, buscou um coração no Interior do Paraná para um paciente. Uma aeronave do Governo do Estado partiu rumo a um hospital do Interior com a equipe médica para fazer a cirurgia de retirada do órgão. O intervalo entre a retirada e o transplante não pode ser maior do que quatro horas. Quando esse tempo é ultrapassado, o músculo cardíaco já não consegue mais bater em outro corpo. Pouco tempo depois, já de volta a Curitiba, o coração seguiu com o helicóptero do Governo até o Hospital do Rocio e antes da janela de quatro horas o paciente que precisava de um novo coração era operado. A cirurgia foi realizada com sucesso. Este caso ilustra bem um dos setores em que o Paraná se tornou referência nacional: o transplante de órgãos. O Estado é líder nacional em doação por milhão de habitantes. Essa política pública bem-sucedida abre a série de reportagens “Paraná, o Brasil que dá certo”, que irá trazer exemplos de como a administração pública e suas parcerias com a sociedade e a iniciativa privada conseguem transformar vidas. De acordo com o último relatório da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, de janeiro a junho deste ano o Paraná registrou 39,7 doações de órgãos por milhão de população, um aumento de 10% em relação ao índice registrado no final de 2021. O Paraná é seguido pelos estados de Santa Catarina e Ceará. A média nacional é de 15,4. O Paraná também é líder no transplante de rim por milhão de população, com indicador de 36,6 por milhão de população, e fica com a vice-liderança no transplante de fígado, com 26, bem acima da média nacional. O Estado ainda apareceu entre as seis unidades da Federação que mais fizeram transplantes de pâncreas, pulmão, medula óssea e córnea. Segundo a Associação, o Paraná tem outro componente de destaque: o menor índice de recusas de famílias. Cerca de 27% das famílias entrevistadas regularmente pelas equipes paranaenses optam por não fazer a doação. No País, a média de recusa após entrevista é de 44%. As doações ocorrem somente após o diagnóstico da morte encefálica e precisam ser autorizadas pela família do doador. Os números expressivos são reflexo de uma equipe em constante capacitação dos profissionais que atuam no processo e da rede de atendimento de profissionais e equipamentos do Estado, além da consciência dos paranaenses. Atualmente, o Sistema Estadual de Transplantes conta com nove veículos, sendo cinco em Curitiba e os demais em Cascavel, Curitiba, Londrina e Maringá. Soma-se a isso uma equipe de motoristas em Curitiba e o apoio da rede de transporte das Regionais de Saúde no Interior do Estado, além das aeronaves à disposição que garantem a agilidade necessária no transporte. Pacientes que passaram por transplantes no Paraná ficaram surpresos com a rapidez do processo e a qualidade dos serviços prestados. O profissional de logística Elson Valmir Kunze ficou 42 dias na fila de transplantes para receber um coração. Com uma doença cardíaca crônica diagnosticada em 1999, ele vinha travando sucessivas batalhas pela vida, até a decisão final de que precisava de um novo órgão.// SONORA EDSON VALMIR KUNZE.//
Já o casal Sônia e João Pasetto levou um susto em uma consulta de rotina dos filhos gêmeos João Vitor e João Henrique, de 15 anos. Com paralisia cerebral, os meninos, que vivem com a família em Medianeira, no Oeste, seguem tratamento de rotina no Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba. Era para ser um diálogo com um ortopedista, mas eles foram encaminhados para uma nefrologista e o que seria apenas mais um exame terminou em internação por problemas nos rins. Pela gravidade da situação, os dois permaneceram no local por 33 dias. O quadro foi se estabilizando depois disso e eles voltaram para casa, onde seguiram em tratamento até meados deste ano, quando a situação voltou a se agravar e eles entraram na fila do transplante. João Vitor foi o primeiro a fazer o procedimento. O irmão, João Henrique, teve que esperar um pouco mais até receber um novo órgão. A mãe dos meninos não esconde a alegria de saber que seus filhos conseguiram realizar o transplante tão rapidamente.// SONORA SÔNIA PASETTO.//
Há dois meses o serviço aeromédico da Secretaria de Estado da Saúde também deu início a um outro projeto inovador na área: realização de transfusões de sangue em pacientes graves no local da ocorrência, mesmo antes de serem encaminhados ao hospital. Trata-se, na prática, de um sistema que permite esse tipo de procedimento no local do fato ou no helicóptero, durante o percurso até o internamento, o que até então não era possível. Ele foi implementado em Maringá. A iniciativa visa dar maior sobrevida aos pacientes vítimas de acidentes graves, principalmente em casos de hemorragia. Todos os detalhes estão disponíveis no site www.aen.pr.gov.br. (Repórter: Felippe Salles)
Já o casal Sônia e João Pasetto levou um susto em uma consulta de rotina dos filhos gêmeos João Vitor e João Henrique, de 15 anos. Com paralisia cerebral, os meninos, que vivem com a família em Medianeira, no Oeste, seguem tratamento de rotina no Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba. Era para ser um diálogo com um ortopedista, mas eles foram encaminhados para uma nefrologista e o que seria apenas mais um exame terminou em internação por problemas nos rins. Pela gravidade da situação, os dois permaneceram no local por 33 dias. O quadro foi se estabilizando depois disso e eles voltaram para casa, onde seguiram em tratamento até meados deste ano, quando a situação voltou a se agravar e eles entraram na fila do transplante. João Vitor foi o primeiro a fazer o procedimento. O irmão, João Henrique, teve que esperar um pouco mais até receber um novo órgão. A mãe dos meninos não esconde a alegria de saber que seus filhos conseguiram realizar o transplante tão rapidamente.// SONORA SÔNIA PASETTO.//
Há dois meses o serviço aeromédico da Secretaria de Estado da Saúde também deu início a um outro projeto inovador na área: realização de transfusões de sangue em pacientes graves no local da ocorrência, mesmo antes de serem encaminhados ao hospital. Trata-se, na prática, de um sistema que permite esse tipo de procedimento no local do fato ou no helicóptero, durante o percurso até o internamento, o que até então não era possível. Ele foi implementado em Maringá. A iniciativa visa dar maior sobrevida aos pacientes vítimas de acidentes graves, principalmente em casos de hemorragia. Todos os detalhes estão disponíveis no site www.aen.pr.gov.br. (Repórter: Felippe Salles)


