Sanepar resgata mais de 70 colmeias de abelhas nativas no Reservatório Miringuava

08/04/2026
Desde janeiro de 2025, quando começou o trabalho de resgate de flora e fauna na região do reservatório do Miringuava, a Sanepar já registrou 123 resgates de ninhos de vespas e colmeias de abelhas. Desse total, mais de 70 colmeias são de 15 espécies de abelhas nativas sem ferrão. O biólogo Hélio Massao Isobe, da empresa Jardiplan, responsável pelo resgate, explica que a maioria das abelhas é do grupo Meliponini, formado por espécies nativas sem ferrão. Também foram resgatadas abelhas exóticas do gênero Apis, além de mamangavas e vespas. Ele destaca que o resgate é essencial neste momento de enchimento da barragem, porque as abelhas não abandonam o local de origem. // SONORA HELIO MASSAO //

A maior parte das colmeias será levada para áreas de preservação permanente da represa. O restante será destinado a meliponicultores da bacia do Miringuava, à Universidade Federal do Paraná, à Embrapa e à prefeitura de São José dos Pinhais, que mantém um projeto educativo com meliponário. Consideradas essenciais para o equilíbrio dos ecossistemas, as abelhas contribuem para a regeneração de florestas e matas ciliares por meio da polinização, ajudando na proteção de rios, nascentes e mananciais. Outra iniciativa da Sanepar é o projeto Jardim de Água e Mel, que incentiva a criação de espaços, principalmente em escolas, para abrigar colônias de abelhas nativas sem ferrão, como mandaçaia e jataí. Os jardins também estimulam o cultivo de plantas alimentícias não convencionais, flores melíferas e a prática de compostagem. Desde 2021, a Sanepar implantou 79 jardins compactos, 3 completos e 37 minimalistas, com 614 colônias de abelhas sem ferrão. Ao todo, a iniciativa já impactou 89 mil e 861 pessoas em 32 municípios. (Repórter: Gabriel Ramos)