Saúde alerta sobre prevenção contra o bicho-barbeiro para evitar a doença de Chagas

27/01/2026
A Sesa, Secretaria de Estado da Saúde, orienta a população sobre os cuidados necessários e o monitoramento da doença de Chagas no Paraná. A doença é considerada um dos agravos de maior impacto global com estimativa aproximada de infecção de 6 milhões de pessoas e incidência de 30 mil casos novos por ano. Recentemente, a fase crônica da doença passou a integrar a lista de agravos de notificação obrigatória no Brasil. O bicho-barbeiro é o principal causador da doença de Chagas, e exige atenção constante. A enfermidade, que pode evoluir silenciosamente por anos, atinge primordialmente populações vulneráveis e é considerada pela OMS como endêmica em 21 países das Américas, incluindo o Brasil. Essa atualização no protocolo nacional permitiu ao Paraná identificar e ter uma vigilância mais assertiva para a doença, retirando esses pacientes da invisibilidade e garantindo que recebam o acompanhamento necessário na rede de saúde. De acordo com balanço da Sesa, entre 2020 e 2025, o Paraná registrou 499 notificações de doença de Chagas crônica, sendo 266 casos confirmados apenas no último ano. A maioria dos pacientes tem mais de 69 anos, indicando infecções antigas, mas 37 casos em pessoas com menos de 40 anos apontam para diagnóstico tardio. Entre 2021 e 2025, houve 241 notificações de casos agudos, com apenas um ainda em investigação em 2025. Na vigilância do vetor, em 2025 foram analisados 114 insetos enviados pela população; 61 eram barbeiros e 18% estavam infectados. A maioria foi encontrada dentro das residências, reforçando a importância da atenção domiciliar. A Sesa orienta que o inseto não seja esmagado, mas capturado com proteção e levado vivo a um Posto de Informação de Triatomíneos para análise. A doença tem tratamento gratuito pelo SUS e pode ser tratada tanto na fase aguda quanto na crônica, com melhores chances de cura quando diagnosticada precocemente. (Repórter: Giovana Bonadiman)