Secretaria da Saúde alerta para os riscos da obesidade em crianças e adolescentes

13/07/2023
A Secretaria de Estado da Saúde promove diversas ações para fortalecer a prevenção da obesidade em crianças e adolescentes e reforçar a importância do cuidado no Paraná. Uma das principais iniciativas é a ampliação junto aos municípios da vigilância alimentar e nutricional. O objetivo é manter o monitoramento contínuo e a identificação precoce de alterações no peso. Neste período de férias escolares, a Secretaria ressalta a importância de uma alimentação equilibrada. De acordo com os dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional, somente em 2022 foram avaliadas 639.515 crianças menores de dez anos, 42% dessa população, e 326.912 adolescentes, 17% dos paranaenses nessas faixas etárias. O excesso de peso foi identificado em 38% dos adolescentes e 24% das crianças. Para a nutricionista Cristina Klobukoski, da Divisão de Promoção da Alimentação Saudável e Atividade Física da Secretaria da Saúde, a obesidade em crianças e adolescentes é resultado de uma série complexa de fatores genéticos, individuais e comportamentais. // SONORA CRISTINA KLOBUKOSKI //

O Estado também promove a formação de tutores da Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil para capacitar profissionais da Atenção Primária à Saúde para a correta orientação quanto ao aleitamento materno e alimentação complementar saudável. Desde 2021, já foram indicados 322 profissionais e, destes, 162 já terminaram a formação e estão aptos a implementar a Estratégia nos municípios paranaenses. As equipes da Secretaria também trabalham junto aos municípios no Programa Saúde na Escola, em parceria com a Secretaria de Estado da Educação, e que visa, dentre outras ações, incentivar a alimentação adequada e saudável e a prática de atividades físicas para alunos da educação básica. Em 2022, foram desenvolvidas 8.862 atividades coletivas de promoção da alimentação saudável e 1.923 de promoção da atividade física nas escolas pactuadas. A obesidade infantil está associada a uma maior chance de morte prematura, trazendo prejuízos já na infância e adolescência com dificuldades respiratórias, aumento do risco de fraturas, hipertensão arterial sistêmica, marcadores precoces de doenças cardiovasculares, resistência à insulina, câncer e efeitos psicológicos como baixa autoestima, isolamento social e transtornos alimentares. (Repórter: Gustavo Vaz)