Secretaria da Saúde alerta para prevenção da dengue mesmo com queda de casos no Paraná
05/05/2026
Apesar da expressiva redução no número de casos e mortes por dengue no Paraná nos primeiros meses do ano, a Secretaria de Estado da Saúde reforça o alerta para que a população mantenha os cuidados preventivos. A circulação de diferentes sorotipos do vírus exige atenção contínua para evitar uma nova escalada da doença, especialmente considerando as características climáticas que favorecem a proliferação do mosquito Aedes aegypti. O vírus da dengue possui quatro variações conhecidas, os sorotipos DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. Quando uma pessoa é infectada por um deles, adquire imunidade permanente apenas para aquela variação específica. Isso significa que um mesmo indivíduo pode contrair dengue até quatro vezes ao longo da vida. As infecções secundárias, causadas por um sorotipo diferente do qual o paciente já teve contato, apresentam maior risco para o desenvolvimento de formas graves da doença, que podem levar a complicações severas e a morte. O secretário de Estado da Saúde, César Neves, destaca que o momento de baixa transmissão não deve ser interpretado como o fim do risco. // SONORA CÉSAR NEVES //
No Paraná, a vigilância laboratorial acompanha a circulação viral de forma ininterrupta desde 1995. O histórico mostra uma alternância na predominância dos sorotipos ao longo dos anos. O sorotipo 1 foi o mais frequente até 2018, seguido pelo predomínio do 2 em 2019 e 2020. A partir de 2021, o tipo 1 voltou a ser o principal responsável pelas infecções. No entanto, um dado que chama a atenção é a reintrodução da circulação do sorotipo 3, registrada a partir de 2024. Entre o primeiro dia deste ano e o final de abril, os laboratórios estaduais processaram mais de seis mil amostras para identificar a circulação dos sorotipos. Desse total, mais de duzentas apresentaram resultado positivo para dengue, todas de pacientes que residem no Paraná. A análise revelou a manutenção da predominância do sorotipo 2, mantendo o padrão que já tinha sido identificado ao longo de 2025. Os dados do Laboclima da Universidade Federal do Paraná mostram que o mês de março foi de risco climático em quase todo o Estado e reforçam que a sazonalidade não é mais um fator decisivo. (Repórter: Gustavo Vaz)
No Paraná, a vigilância laboratorial acompanha a circulação viral de forma ininterrupta desde 1995. O histórico mostra uma alternância na predominância dos sorotipos ao longo dos anos. O sorotipo 1 foi o mais frequente até 2018, seguido pelo predomínio do 2 em 2019 e 2020. A partir de 2021, o tipo 1 voltou a ser o principal responsável pelas infecções. No entanto, um dado que chama a atenção é a reintrodução da circulação do sorotipo 3, registrada a partir de 2024. Entre o primeiro dia deste ano e o final de abril, os laboratórios estaduais processaram mais de seis mil amostras para identificar a circulação dos sorotipos. Desse total, mais de duzentas apresentaram resultado positivo para dengue, todas de pacientes que residem no Paraná. A análise revelou a manutenção da predominância do sorotipo 2, mantendo o padrão que já tinha sido identificado ao longo de 2025. Os dados do Laboclima da Universidade Federal do Paraná mostram que o mês de março foi de risco climático em quase todo o Estado e reforçam que a sazonalidade não é mais um fator decisivo. (Repórter: Gustavo Vaz)


