Seis hospitais do Paraná participam de captações inéditas de órgãos e fortalecem transplantes

08/05/2026
O sistema de transplantes do Paraná é organizado com muito trabalho e responsabilidade, iniciando com uma busca ativa que começa nos hospitais. E nos últimos meses seis novas unidades entraram nesse rol. No centro dessa engrenagem estão as Organizações de Procura de Órgãos, unidades estratégicas da Secretaria de Estado da Saúde que funcionam como braços operacionais da Central Estadual de Transplantes. Mais do que apenas identificar doadores, as Organizações de Procura de Órgãos representam o suporte técnico e humano necessário para que o processo de doação seja seguro, ético e ágil. Atualmente, o Estado conta com quatro organizações: Cascavel, na macrorregião Oeste; Curitiba, na macrorregião Leste; Londrina, na macrorregião Norte e Maringá, na macrorregião Noroeste. Elas contam com equipes multiprofissionais compostas por servidores públicos da Secretaria, que são enfermeiros, médicos, assistentes sociais, psicólogos, profissionais de apoio técnico-administrativo e motoristas, distribuídos para atender as macrorregiões do Estado. Ao todo são cerca de 38 profissionais. Alguns casos recentes ajudam a ilustrar a importância desse trabalho. Em 2025, a Organização de Procura de Órgãos de Maringá registrou uma captação inédita no Instituto Bom Jesus de Cianorte. Pela de Londrina, também ocorreu recentemente uma primeira captação de órgãos no Hospital Regional de Ivaiporã. O secretário da Saúde, César Neves, ressalta que tudo isso representa o compromisso do Estado com os pacientes que aguardam por um transplante. // SONORA CÉSAR NEVES //

Para a coordenadora do Sistema Estadual de Transplantes, Juliana Ribeiro Giugni, os avanços são resultados do investimento em capacitação profissional e sensibilização das equipes. // SONORA JULIANA RIBEIRO GIUGNI //

No Paraná, são 108 hospitais notificantes, ou seja, que estão autorizados pelo Ministério da Saúde a identificar, manter e notificar à Central Estadual de Transplantes a existência de potenciais doadores de órgãos e tecidos. Além disso, são 71 comissões instituídas, que são equipes multiprofissionais compostas por médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais, que organizam e gerenciam o processo de doação dentro dos hospitais. (Repórter: Gustavo Vaz)