Simepar completa 33 anos com expansão nos sistemas de monitoramento
17/03/2026
Há 33 anos, um grupo de pesquisadores se reuniu para buscar uma forma de monitorar a atmosfera e saber com antecedência quando raios, ventos ou tempestades poderiam causar danos às linhas de transmissão e distribuição de energia no Paraná e às lavouras paranaenses. Esse encontro daria origem ao Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, o Simepar, serviço social autônomo hoje vinculado à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Sustentável, que está de aniversário nesta terça-feira. O Simepar completa 33 anos com uma rede composta por 204 estações hidrológicas, 103 estações meteorológicas, 35 estações pluviométricas, 10 inclinômetros, três radares meteorológicos, seis sensores de raios, além de mini barcos, aviões autônomos e drones com sensores de mapeamentos. Atualmente, a entidade atende diversos setores da sociedade e a população de pelo menos seis estados brasileiros. A previsão é de que, até 2028, com investimentos do Governo do Estado, o Paraná conquiste através do Simepar a melhor cobertura de radares do Brasil. Parte da verba indenizatória da Petrobrás recebida pelo Governo do Paraná foi destinada aos projetos Monitora Paraná e Monitora Litoral, que preveem a aquisição de cinco novos radares e a substituição do mais antigo, que fica em Teixeira Soares e já tem mais de 30 anos de operação. As duas licitações também preveem a compra de outros equipamentos inéditos, como boias oceanográficas, que permitirão melhor monitoramento da condição do mar. O diretor-presidente do Simepar, Paulo de Tarso, comenta sobre o surgimento do instituto e a função que tem hoje em dia. // SONORA PAULO DE TARSO //
O Simepar conta com 174 colaboradores, majoritariamente no Paraná, e tem a pesquisa como base de sua atuação, desenvolvendo estudos sobre mudanças climáticas, regime de chuvas e monitoramento de rios com uso de inteligência artificial. Os profissionais atuam em diversos estados, apoiando órgãos como a Defesa Civil e o setor energético. No Paraná, os meteorologistas são referência na análise de fenômenos severos, emitindo laudos técnicos e contribuindo para alertas à população, incluindo a identificação e estudo de tornados recentes. No ano passado, o Simepar criou o setor de Geointeligência, que utiliza drones, imagens de satélite e ciência de dados para apoiar políticas públicas e decisões estratégicas. A equipe também desenvolve plataformas como o VFogo, para monitoramento de focos de calor, e o Infohidro, que permite o acompanhamento em tempo real das condições hidrometeorológicas do estado. Segundo Paulo de Tarso, outros projetos também fazem parte dos planos do Simepar, que busca expandir a atuação e crescer em outros setores. // SONORA PAULO DE TARSO //
Ainda para apoiar a agricultura, o Simepar buscou no Nebrasca parceria com o Daugherty Water for Food Global Institute. Juntas, as instituições estudam no Noroeste do Paraná o projeto IrrigaSim, com o objetivo de estimular a irrigação sustentável em áreas afetadas pela seca. (Repórter: Giovana Bonadiman)
O Simepar conta com 174 colaboradores, majoritariamente no Paraná, e tem a pesquisa como base de sua atuação, desenvolvendo estudos sobre mudanças climáticas, regime de chuvas e monitoramento de rios com uso de inteligência artificial. Os profissionais atuam em diversos estados, apoiando órgãos como a Defesa Civil e o setor energético. No Paraná, os meteorologistas são referência na análise de fenômenos severos, emitindo laudos técnicos e contribuindo para alertas à população, incluindo a identificação e estudo de tornados recentes. No ano passado, o Simepar criou o setor de Geointeligência, que utiliza drones, imagens de satélite e ciência de dados para apoiar políticas públicas e decisões estratégicas. A equipe também desenvolve plataformas como o VFogo, para monitoramento de focos de calor, e o Infohidro, que permite o acompanhamento em tempo real das condições hidrometeorológicas do estado. Segundo Paulo de Tarso, outros projetos também fazem parte dos planos do Simepar, que busca expandir a atuação e crescer em outros setores. // SONORA PAULO DE TARSO //
Ainda para apoiar a agricultura, o Simepar buscou no Nebrasca parceria com o Daugherty Water for Food Global Institute. Juntas, as instituições estudam no Noroeste do Paraná o projeto IrrigaSim, com o objetivo de estimular a irrigação sustentável em áreas afetadas pela seca. (Repórter: Giovana Bonadiman)


