Tecpar inicia projeto inédito para estudar DNA do solo do Paraná
13/04/2026
O Paraná iniciou um projeto inédito de agricultura regenerativa que une biotecnologia e manejo sustentável do solo. Coordenado pelo Tecpar, o programa Solo Vivo Paraná vai realizar o primeiro rastreamento microbiológico em escala estadual, base para a criação do Mapa Genético dos Solos Paranaenses. O estudo utiliza a metagenômica, uma tecnologia que analisa o DNA e a composição biológica do solo. Na prática, funciona como um raio-X da saúde do solo, identificando microrganismos, nutrientes e a diversidade biológica. A iniciativa contribui para práticas agrícolas mais eficientes, sustentáveis e produtivas. O diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon, destaca o papel da inovação no campo e o protagonismo do Paraná na biotecnologia aplicada à agricultura. // SONORA EDUARDO MARAFON //
Diferente das análises tradicionais, que focam nos nutrientes, o método faz o sequenciamento direto do material genético da amostra, permitindo identificar fungos, bactérias e outros organismos presentes no solo. Segundo o gerente do Centro de Desenvolvimento Ambiental para Saúde do Tecpar, Marco Antonio Netzel, o diagnóstico genético vai permitir entender melhor os fatores que influenciam a produtividade agrícola. // SONORA MARCO NETZEL //
O projeto prevê a coleta de amostras em regiões agrícolas do Estado, com análise em laboratório e uso de ferramentas de computação para interpretação dos dados. Ao todo, serão 8 mil e 400 pontos amostrados, com cerca de 700 análises completas. As informações serão avaliadas em conjunto com equipes do IDR-PR e da Adapar e vão embasar uma publicação técnica para orientar políticas públicas e estratégias de uso do solo. Entre os resultados esperados estão o uso mais eficiente de fertilizantes, a recuperação de áreas degradadas e a prevenção de doenças do solo. Os principais beneficiados serão pequenos e médios produtores, que representam 84% das propriedades rurais do Estado. O projeto-piloto envolve cerca de 100 agricultores e cooperativas em 13 municípios. O levantamento considera diferentes culturas, como banana, citros, mandioca, café e grandes lavouras como soja, milho, trigo e cana-de-açúcar, além de áreas com solos degradados. O investimento no projeto é de 2 milhões de reais, com recursos do Fundo Paraná. (Repórter: Gabriel Ramos)


