BRDE reforça carteira de crédito climático com atendimento ao Fundo Clima

Linha do BNDES é voltada a projetos de redução de emissões de gases de efeito estufa, adaptação aos efeitos das mudanças climáticas e aumento da resiliência de empreendimentos, cadeias produtivas e cidades. Como operador da linha, BRDE contribui para aproximar a instituição das demandas regionais.
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26/05/2026 - 15:30
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O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) reforçou a carteira de crédito sustentável com nova oferta do BNDES Fundo Clima, linha voltada a projetos de redução de emissões de gases de efeito estufa, adaptação aos efeitos das mudanças climáticas e aumento da resiliência de empreendimentos, cadeias produtivas e cidades. A reabertura da disponibilidade de recursos amplia as alternativas de financiamento para empresas, produtores, cooperativas e entes públicos com projetos enquadrados nas regras do programa.

A linha financia implantação de empreendimentos, aquisição de máquinas e equipamentos e desenvolvimento tecnológico relacionados à redução de emissões e à adaptação climática. Entre as condições previstas estão taxas a partir de 4,46% ao ano para projetos de florestas nativas e recursos hídricos e a partir de 10,14% ao ano para projetos verdes.

Os prazos podem chegar a 25 anos, incluída carência de cinco anos, para logística de transporte, transporte coletivo e mobilidade verdes; e a 16 anos, com carência de até seis anos, para itens de transição energética. O teto por operação é de R$ 150 milhões. Mais informações sobre a linha podem ser obtidas neste material.

Para o diretor-presidente do BRDE, Renê Garcia Junior, a operação do Fundo Clima reforça o papel do banco na agenda de financiamento ao desenvolvimento sustentável. “A questão climática passou a integrar a estratégia de investimento de empresas, produtores e governos. Ao operar o Fundo Clima, o BRDE amplia sua capacidade de apoiar projetos que reduzem emissões, melhoram a eficiência dos negócios e preparam a infraestrutura para um cenário de maior risco climático”, afirma.

MITIGAÇÃO E ADAPTAÇÃO – O Fundo Clima é um dos instrumentos da Política Nacional sobre Mudança do Clima e tem como objetivo apoiar projetos de mitigação e adaptação. A parcela reembolsável é operada pelo BNDES, com recursos vinculados ao Fundo Nacional sobre Mudança do Clima, do Ministério do Meio Ambiente.

A linha é voltada para projetos em áreas como desenvolvimento urbano resiliente e sustentável, indústria verde, logística de transporte, mobilidade verde, transição energética, serviços e inovação verdes, além de ações voltadas à conservação, recuperação e gestão de florestas nativas e recursos hídricos. 

Na prática, podem ser enquadrados investimentos em geração de energia limpa, eficiência energética, modernização de processos industriais, compra de equipamentos com menor impacto ambiental, transporte coletivo de baixa emissão, logística sustentável, recuperação de áreas degradadas, proteção de recursos hídricos, gestão de resíduos, agricultura de baixo carbono e soluções tecnológicas aplicadas à economia verde.

Para o diretor administrativo do BRDE, Heraldo Neves, a linha amplia a capacidade de atendimento do banco junto ao setor produtivo e aos municípios. “O Fundo Clima chega para apoiar projetos que já fazem parte da demanda de empresas e administrações públicas. São investimentos que reduzem custos, aumentam a segurança operacional e ajudam a preparar os territórios para eventos climáticos mais frequentes”, destaca.

Segundo Heraldo Neves, a atuação do BRDE como operador da linha também contribui para aproximar a instituição das demandas regionais. “O banco conhece a realidade das regiões onde atua e tem equipes preparadas para orientar o enquadramento dos projetos. Esse papel é importante porque muitos investimentos climáticos exigem esse acompanhamento próximo”, afirma.

FUNDOS DE DESENVOLVIMENTO – A experiência com o Fundo Clima também reforça a capacidade do BRDE de operar recursos vinculados a políticas públicas de desenvolvimento. O banco avalia, em articulação com instituições federais e respeitadas as regras de cada programa, possibilidades de ampliar sua atuação na intermediação de fundos setoriais e instrumentos com finalidade pública.

Entre as agendas acompanhadas estão mecanismos como o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST), voltado à expansão, ao uso e à melhoria dos serviços de telecomunicações, e o Fundo da Marinha Mercante (FMM), destinado ao desenvolvimento da indústria naval.

Hoje, esses instrumentos seguem normas próprias de operação e definição de agentes financeiros. No caso do FUST, o BNDES é o agente financeiro responsável pela aplicação dos recursos em projetos de conectividade. No caso do FMM, as regras vigentes concentram a atuação no BNDES e em bancos públicos federais. “O BRDE entende que sua experiência em crédito de longo prazo pode contribuir, quando houver espaço regulatório e institucional, para ampliar a capilaridade e a execução dessas políticas”, complementa Heraldo.

As condições finais de cada operação dependem do enquadramento do projeto, da análise de crédito, das garantias apresentadas e das regras vigentes do BNDES. Interessados no Fundo Clima devem procurar a equipe de atendimento do BRDE para avaliação técnica e orientação sobre a documentação necessária.

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