Expertise do Paraná ajuda Alagoas no combate a doenças transmitidas por roedores

Técnicos da secretaria estadual da Saúde foram chamados para integrar a equipe nacional de pesquisa e capacitação sobre hantavírus e peste realizada no município alagoano de Santana do Ipanema. Desde 2002, o Paraná mantém vigilância ativa para essas doenças, com uma das equipes mais estruturadas e experientes do país.
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28/08/2025 - 17:00
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O pioneirismo do Paraná na vigilância de doenças transmitidas por roedores ganhou destaque nacional. Técnicos da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa/PR) foram convidados pelo Ministério da Saúde para integrar a equipe nacional de pesquisa de campo ecoepidemiológica e capacitação de profissionais sobre hantavirose e peste, realizada entre os dias 18 e 26 de agosto, no município de Santana do Ipanema, em Alagoas.

Desde 2002, o Paraná mantém vigilância ativa para essas doenças, com uma das equipes mais estruturadas e experientes do país. Esse histórico levou o Ministério da Saúde a buscar no Estado a referência técnica para treinar profissionais de outros locais.

“O Paraná é pioneiro na vigilância ativa de doenças como a hantavirose. Temos uma equipe bastante estruturada e experiente.É gratificante ter esse pioneirismo reconhecido e poder compartilhar o conhecimento dos nossos agentes com outros estados”, afirmou o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

Na missão, os técnicos da Sesa Silmara Carvalho e Luiz Antonio Kissner atuaram junto à equipe nacional em atividades de campo, que incluíram a captura de roedores silvestres e a coleta de amostras biológicas para pesquisa de hantavírus. Também realizaram a coleta de sangue em cães para validação de um teste rápido para peste, que permitirá diagnósticos mais ágeis nos municípios.

Alagoas foi escolhido como estado pioneiro para testar uma nova metodologia diagnóstica para a peste no Brasil. Foram promovidas atividades teóricas e práticas em campo, com foco no trabalho integrado e na troca de experiências entre as equipes. A equipe paranaense foi responsável por capacitar técnicos municipais de Alagoas, transmitindo práticas consolidadas de prevenção e vigilância de reservatórios.

“É uma honra participar dessas ações, pela importância de fazer a vigilância ativa dos reservatórios para que a população não fique exposta ao risco. E também por poder compartilhar com outros estados que estão iniciando esse trabalho”, destacou Silmara Carvalho, enfermeira e responsável técnica da Divisão de Vigilância de Zoonoses e Intoxicações da Sesa.

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