Governo do Paraná intensifica obras durante as férias para modernizar escolas estaduais

As reformas integram um investimento histórico da gestão pública na infraestrutura da rede estadual de ensino. Segundo o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, além das grandes obras estruturais, o Governo do Paraná executa programas complementares de melhoria da infraestrutura escolar.
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14/01/2026 - 14:20
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O Governo do Paraná intensificou as obras de reforma, ampliação e modernização em colégios da rede no período das férias escolares. As intervenções são coordenadas pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), braço da Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) responsável por garantir eficácia e excelência na gestão pública das obras, da alimentação, do transporte escolar e do fornecimento de mobiliário e equipamentos.

As reformas integram um investimento histórico da gestão pública na infraestrutura da rede estadual de ensino. Segundo o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, além das grandes obras estruturais, o Governo do Paraná executa programas complementares de melhoria da infraestrutura escolar.

“Entre eles está o Projeto Escola Mais Bonita, que destinou R$ 150 milhões para aproximadamente 1.600 escolas da rede estadual, e o Projeto de Substituição de Salas de Madeira, que já movimentou R$ 24 milhões em investimentos. Ano passado, cerca de 1.700 escolas receberam intervenções de pequeno, médio ou grande porte em todo o Estado. Agora, iniciamos o ano com mais obras e reformas em que cada escola recebeu para essas ações, em média, R$ 1,5 milhão para telhados, reparos e parte elétrica”, explica o secretário.

Entre as instituições atendidas está o Colégio Estadual Cívico-Militar Alfredo Chaves, localizado em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba. A escola passou por uma ampla reestruturação de sua infraestrutura física, com intervenções que ampliam o conforto, a segurança e a inclusão no ambiente escolar.

“As obras foram iniciadas em maio do ano passado com um investimento de R$ 2,9 milhões. Na lista de modernização há a troca da cobertura, reforma das salas de aula e laboratórios, construção de cisterna e elevador, além da modernização elétrica. Parte dos espaços já estará pronta para o retorno das aulas, e a previsão de conclusão da obra é maio de 2026”, destaca a diretora-presidente da Fundepar, Eliane Teruel Carmona.

As melhorias no colégio também incluem a reforma e ampliação do laboratório de informática; reforma total das salas de aula, com troca de piso, janelas, forro e rede elétrica; reforma e ampliação da cozinha; reforma dos banheiros; construção de rampas de acessibilidade; implantação de novos laboratórios de Biologia, Química e Física; substituição completa da cobertura do colégio; construção de cisterna para captação de água pluvial e instalação de elevador.

Em Curitiba, o Colégio Estadual Professor Cleto, no Centro, passa por uma grande intervenção estrutural com reformas na cozinha, no refeitório, na biblioteca, no depósito de alimentos e na cantina comercial, com reconstrução completa desses ambientes. As obras seguem em execução e devem avançar ao longo do primeiro semestre letivo.

Já o Colégio Estadual Hildebrando de Araújo, que desde 2025 integra o programa Parceiro da Escola, foi contemplado com recursos do programa Escola Mais Bonita, que possibilitou avanços importantes na estrutura física da escola.

“Com o Escola Mais Bonita realizamos a ampliação da cozinha e melhorias de infraestrutura nos banheiros dos alunos. Com a implantação do programa Parceiro da Escola, foi criado um plano de ação conjunto entre o colégio e a empresa para a execução de obras ao longo do ano, sempre com foco na melhoria da qualidade e da estrutura”, afirmou o diretor Rogério Zeni.

RIO BONITO DO IGUAÇU – Também seguem em andamento as obras de reconstrução de escolas de Rio Bonito do Iguaçu, município atingido por um tornado em novembro do ano passado. As intervenções são coordenadas pelo Fundepar e envolvem investimentos de mais de R$ 4 milhões, destinados à recuperação de estruturas danificadas, como coberturas, salas de aula e instalações elétricas e hidráulicas.

As reformas se somam aos valores repassados na fase de ação emergencial, por meio de parcela extra do Fundo Rotativo, que assegurou a retomada das atividades escolares.

INVESTIMENTOS E PARCERIAS – A modernização da infraestrutura escolar no Paraná conta com apoio de organismos internacionais, como o Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF), em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR). A cooperação tem como foco o financiamento, a qualificação técnica e o fortalecimento da gestão das obras na rede estadual.

Em 2025, o Governo do Estado, por meio do Fundepar, encerrou o ano com R$ 1,5 bilhão em investimentos em infraestrutura escolar. Além do aporte financeiro, o CAF oferece orientação técnica para a gestão de riscos, contribuindo para a segurança, a eficiência e a sustentabilidade das obras de construção e reforma das unidades de ensino.

As intervenções também priorizam a modernização tecnológica, com a criação de ambientes educacionais mais conectados e adequados ao Novo Ensino Médio, que passa a exigir infraestrutura compatível com a carga horária ampliada e os itinerários formativos.

OUTRAS AÇÕES – A aposta contínua em infraestrutura escolar tem refletido em resultados expressivos. O Paraná alcançou o melhor desempenho do Brasil no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). No Ensino Médio, o Estado lidera o ranking nacional com nota 4,9. Nos anos finais do Ensino Fundamental, a nota é 5,5, a mesma de Ceará e Goiás. Já nos anos iniciais, o Paraná ocupa o topo do ranking nacional, com nota 6,7.

Roni Miranda destaca que, nos últimos anos, o Governo do Estado tem ampliado investimentos para garantir melhores condições de aprendizagem, por meio da modernização dos colégios, da ampliação do uso de tecnologias educacionais e da execução de diversos programas. Um deles é o Ganhando o Mundo, que oferece intercâmbio internacional a alunos e professores da rede estadual. Em 2026, a iniciativa levará 2 mil alunos para estudarem na Austrália, Canadá, Irlanda, Nova Zelândia e Reino Unido.

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