O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), vinculado à Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), desenvolve projetos para aproximar as pessoas da doação de sangue, principalmente quando envolve grupos maiores de doadores. O órgão disponibiliza uma van para o traslado de grupos interessados em doar, além de realizar coletas externas.
O projeto “Leva e traz” tem como objetivo unir grupos de doadores que trabalhem na mesma empresa, pessoas de uma mesma comunidade, igrejas ou amigos interessados em fazer a doação de sangue. Através de agendamento, a van vai até o local para buscar as pessoas e levar até a sede do Hemepar, em Curitiba. Depois da doação, todos são levados de volta. A van atende Curitiba e Região Metropolitana e é preciso fechar grupos de 10 a 14 pessoas.
Outra estratégia é o “Hemepar vai até você” com coletas externas. As equipes de doação vão até os municípios da Região Metropolitana de Curitiba para fazer o cadastro, triagem e coleta de sangue. As ações ocorrem de maneira planejada e articuladas com as secretarias municipais, empresas ou igrejas.
Todo atendimento é feito com agendamento prévio, que pode ser realizado diretamente com o serviço social do Hemepar pelo telefone (41) 3281-4051 ou e-mail: rchemepar@sesa.pr.gov.br.
“Essas ações são importantes para reforçar os estoques do banco de sangue, pois facilita o acesso de grandes grupos de doadores que sempre atendem ao nosso chamado “, diz a diretora do Hemepar, Vivian Patricia Raksa. “Nesse momento, estamos com baixo estoque dos tipos O, positivo e negativo, e aproveitamos para reforçar o pedido para que os doadores venham nossa sede realizar esse ato que pode salvar até quatro vidas”
DOAÇÃO – Curitiba, Londrina e Maringá, além de Cascavel, Toledo, Pato Branco e Francisco Beltrão, são as cidades com a situação mais crítica na falta de sangue O- e O+. Os estoques baixos representam um risco para o atendimento de vítimas de acidentes, pacientes que fazerão cirurgia e mesmo aqueles em tratamento oncológico.
O sangue do tipo O Rh negativo (O-) é o mais valioso em emergências médicas, pois ele pode ser utilizado em qualquer paciente por não possuir os antígenos A, B ou Rh. Em casos graves, quando alguém chega ao hospital com uma hemorragia severa e não há tempo de fazer o teste do tipo de sangue, os médicos utilizam o tipo O- para salvar a vida do indivíduo.
Já o sangue do tipo O Rh positivo (O+), embora não seja o doador universal absoluto (devido ao fator Rh), é o tipo sanguíneo mais comum na população brasileira. Por ser o mais frequente, é o mais utilizado nos hemocentros. Além disso, ele pode ser doado para qualquer pessoa que tenha fator Rh positivo (A+, B+, AB+ e o próprio O +), o que abrange a grande maioria da população.
SUS – O sangue captado na Hemorrede é utilizado para atender a demanda de 95,6% dos leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) no Paraná. Cada doação gera, em média, de 450 ml a 470 ml de sangue e cada bolsa pode ser fracionada em até quatro hemocomponentes: hemácias, plaquetas, plasma e crioprecipitado (plasma fresco congelado). Uma doação pode salvar, no mínimo, quatro vidas.
QUEM PODE DOAR – Para doar, é necessário ter entre 16 e 69 anos completos. Menores de idade precisam de autorização e presença do responsável legal. Homens podem doar a cada dois meses e, no máximo, quatro vezes ao ano. Mulheres, a cada três meses, num total de três doações ao ano.
O doador deve pesar no mínimo 50 quilos, estar descansado, alimentado e hidratado (evitar alimentação gordurosa nas quatro horas que antecedem a doação). Para doar sangue é obrigatório apresentar documento oficial com foto, nome completo, data de nascimento, nome da mãe, número do RG e/ou CPF.








