Inner Circle celebra reencontro com o Paraná e promete show histórico no Verão Maior

Banda jamaicana será a segunda atração internacional do festival e a primeira de reggae a se apresentar no evento, neste sábado (31), em Matinhos, no Litoral do Estado. Eles prometem show enérgico, com hits do gênero que marcaram gerações ao longo de cinco décadas de história.
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31/01/2026 - 10:02

Ícone do reggae jamaicano e uma das bandas mais populares do gênero no mundo, a Inner Circle se apresenta neste sábado (31), a partir das 20h, no palco do Verão Maior Paraná na praia de Caiobá, em Matinhos. O show marca um momento histórico para o festival: o grupo será a segunda atração internacional a integrar a programação – depois do Gipsy Kings by Andre Reyes, também nesta edição – e a primeira banda de reggae a subir ao palco do evento no Litoral paranaense.

Antes da apresentação, os integrantes da banda, mesmo cansados após uma longa viagem de Miami à Curitiba, fizeram questão de falar sobre as expectativas do show, que marca o retorno do icônico grupo ao Paraná após alguns anos. Eles exaltaram a relação com o Brasil, o significado do reggae, a longevidade dos sucessos da banda e a expectativa para o reencontro com o público paranaense.

“Somos, antes de tudo, uma banda feita para o palco”

A Inner Circle tem mais de cinco décadas de carreira. O que ainda motiva a banda a seguir viajando o mundo e se apresentando ao vivo?

Touter Harvey: “Antes de qualquer coisa, nós gostamos de tocar ao vivo. Sempre nos consideramos muito mais uma banda de palco do que apenas uma banda de estúdio. É ali, com o público, que a música realmente acontece. Quando as pessoas cantam junto, quando respondem, quando participam, a energia muda. A música cresce. Essa troca com o público é o que nos move e o que sempre fez parte da identidade da Inner Circle”.

Existe uma grande expectativa para este show no Paraná, especialmente após o cancelamento de um show de vocês que estava agendado para Curitiba em 2025. Como é voltar ao Estado neste momento?

Ian Lewis: “Nós já estivemos em Curitiba algumas vezes ao longo da nossa trajetória e sempre tivemos uma resposta muito forte do público daqui. Talvez não tenhamos vindo nos últimos anos, mas o Paraná nunca deixou de fazer parte da nossa história no Brasil. O público é muito participativo, canta, responde, se envolve. Isso sempre marcou as nossas apresentações aqui”.

O baixista e vocalista também relembrou as primeiras grandes turnês pelo país. “O Brasil sempre foi um lugar muito importante para a banda. No começo, tocávamos em shows grandes, em estádios, com dezenas de milhares de pessoas. Essa experiência criou uma ligação muito forte com o público brasileiro.”

“O Brasil é um país extremamente musical”

Ao longo da carreira, a banda se apresentou em diferentes países. Como vocês avaliam a relação do público brasileiro com a música e com o reggae?

Ian Lewis: “O Brasil é um país extremamente musical. As pessoas aqui escutam muitos estilos diferentes: reggae, rock, música popular brasileira, entre outros. Existe uma abertura muito grande para a música, e isso faz diferença quando você sobe ao palco. O público entende, canta, participa. É uma relação muito direta”.

“Cada país tem suas características. Alguns são mais ligados a determinados estilos. O Brasil, na nossa experiência, sempre teve um público mais diverso musicalmente, que escuta de tudo. Isso cria uma conexão muito forte com bandas de fora”.

O tecladista Touter Harvey reforçou essa percepção a partir das primeiras passagens da banda pelo país. “Desde as nossas primeiras turnês pelo Brasil, sentimos essa receptividade. Sempre houve uma resposta muito positiva do público, o que ajudou a construir essa relação duradoura com o País”.

“As músicas falam da vida, e por isso atravessam gerações”

Canções como “Bad Boys” e “Sweat” seguem populares décadas depois do lançamento. A que vocês atribuem essa longevidade?

Ian Lewis: “Essas músicas falam da vida. Elas vêm de sentimentos e situações que todo mundo consegue reconhecer. É isso que dá longevidade a uma canção. Cada pessoa pode interpretar de uma forma diferente, em épocas diferentes da vida. Às vezes as pessoas conhecem a música, cantam, dançam, mas nem sempre associam imediatamente ao nome da banda. Ainda assim, a música continua viva.”

Segundo ele, essa identificação atravessa gerações. “Muita gente cresceu ouvindo essas músicas. Hoje, vemos pessoas mais jovens cantando também. Isso mostra como a música consegue se renovar com o tempo”.

“O reggae fala ao coração”

O reggae muitas vezes é associado a rótulos ou discursos específicos. Como vocês veem isso ao longo dos anos?

Ian Lewis: “Assim como outros gêneros, o reggae acabou sendo rotulado de várias formas. Mas, para nós, ele sempre falou muito ao coração. Fala de sentimentos, de relações, de experiências humanas. É uma música que acompanha as pessoas no dia a dia, que traz mensagens positivas e que pode significar coisas diferentes para cada um”.

Para encerrar, o que o público pode esperar da apresentação no Verão Maior Paraná, em Caiobá?

Touter Harvey: “Pode esperar um show com muita energia. A gente sobe ao palco para fazer o melhor possível e para não decepcionar. Queremos que as pessoas cantem, se divirtam e saiam com uma sensação boa depois do show. Vai ser uma noite de música e de troca com o público. É isso que sempre buscamos”.

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