No Salão do Turismo 2026, BRDE reforça atuação no crédito do setor

Banco tem atuação relevante como agente financeiro do Fungetur - fundo vinculado ao Ministério do Turismo que financia o setor. No Paraná, mais da metade do total aportado pelo fundo entre 2018 e 2026 foi por meio do banco. Ao todo, a carteira ativa do BRDE com recursos do fundo se aproxima de R$ 1 bilhão, distribuída em mais de 1.600 operações de crédito.
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07/05/2026 - 16:40
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O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) participa, em parceria com a Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), do Salão do Turismo 2026, em Fortaleza, em uma agenda voltada a ampliar o acesso ao crédito e fortalecer o papel do Sistema Nacional de Fomento no apoio ao setor. A 10ª edição do evento começou nesta quinta e segue até sábado (7 a 9), no Centro de Eventos do Ceará, e reúne representantes dos 26 estados e do Distrito Federal.

Diretor administrativo do BRDE e vice-presidente da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), Heraldo Neves participou da abertura do evento e irá contribuir nos próximos dias com as tratativas institucionais voltadas à expansão das linhas de financiamento para o segmento turístico. A participação ocorre em um momento de reforço do Fungetur, fundo vinculado ao Ministério do Turismo que financia capital de giro, compra de equipamentos, obras, ampliação e modernização de empreendimentos do setor.

O BRDE tem atuação relevante como agente financeiro do Fungetur. No Paraná, mais da metade do total aportado pelo fundo entre 2018 e 2026 foi por meio do banco. Ao todo, a carteira ativa do BRDE com recursos do fundo se aproxima de R$ 1 bilhão, distribuída em mais de 1.600 operações de crédito.

Heraldo Neves também destaca que, entre as 30 instituições credenciadas como agentes financeiros do Fungetur, 29 integram o Sistema Nacional de Fomento, o que demonstra a importância da rede de bancos de desenvolvimento e agências de fomento na execução da política de financiamento ao turismo.

“Mais do que disponibilizar recursos, o desafio é fazer o crédito chegar com orientação, segurança e aderência à realidade de cada negócio. O turismo tem enorme capacidade de gerar renda, emprego e desenvolvimento local, e o Sistema Nacional de Fomento reúne capilaridade e conhecimento técnico para apoiar essa agenda”, afirma.

As linhas do Fungetur atendem empreendimentos de diferentes portes, de microempreendedores individuais a pequenas, médias e grandes empresas. Os recursos podem ser usados tanto para reforço de caixa quanto para investimentos produtivos.

PRODUTOS – O BRDE Mais Turismo é um programa que opera recursos do Fungetur e financia empreendimentos de prestadores de serviços reconhecidos pelo Ministério do Turismo como de interesse. A linha atende empresas do setor sediadas na Região Sul e cadastradas no Cadastur, com recursos para obras de implantação, ampliação, modernização e reforma, aquisição de equipamentos e capital de giro, isolado ou associado ao investimento. No caso de equipamentos, a participação pode chegar a 100% do valor financiável; para os demais investimentos fixos, até 80%.

ABDE – No primeiro dia do Salão, a ABDE celebrou acordo de cooperação voltado à disponibilidade de recursos para atividades do turismo. A agenda também incluiu uma parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) para ampliar a destinação de recursos a operações de crédito produtivo, em atuação conjunta com Sebrae e Banco do Brasil, responsável por colocar à disposição o Fundo Garantidor de Operações (FGO), mecanismo que reduz riscos e facilita o acesso ao financiamento por micro e pequenos empreendedores.

DEMANDAS – Além da agenda de crédito, o diretor administrativo do BRDE apresentou ao Ministério do Turismo demandas relacionadas à ampliação das possibilidades de financiamento pelo Fungetur, incluindo atividades de táxi, já previstas como elegíveis no cadastro após mudança legal recente. O diretor também defendeu a revisão dos limites do Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO), hoje fixados em R$ 21 mil, valor que necessitaria uma atualização monetária.

“O financiamento ao turismo precisa acompanhar a diversidade do setor. Há desde grandes investimentos em infraestrutura até pequenos negócios familiares que dependem de crédito orientado para crescer. Atualizar instrumentos e limites é uma forma de tornar a política pública mais efetiva”, completa Heraldo.

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