Outono no Paraná registrou temperaturas dentro da média e volumes de chuvas mais altos

Balanço do Simepar aponta que as temperaturas durante o outono de 2026 no Estado ficaram dentro da média, e os volumes de chuva acima dos acumulados históricos na maior parte do território paranaense. A estação teve vários registros de granizo, os primeiros registros de geada e as temperaturas mais baixas do ano até o momento.
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18/06/2026 - 15:21
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O balanço do Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), divulgado nesta quinta-feira (18), aponta que as temperaturas durante o outono de 2026 no Estado ficaram dentro da média, e os volumes de chuva acima dos acumulados históricos na maior parte do território paranaense. A estação teve vários registros de granizo, os primeiros registros de geada e as temperaturas mais baixas do ano até o momento.

O outono começou em 20 de março de 2026. No trimestre, as temperaturas mínimas, geralmente registradas no amanhecer, ficaram dentro a acima da média em toda a faixa norte do Paraná e na Região Metropolitana de Curitiba. A temperatura mais baixa foi  -2,4°C, às 7h do dia 11, no Distrito de Entre Rios, em Guarapuava. A sensação térmica chegou a -7°C em General Carneiro na mesma data, devido ao vento na região.

Já as temperaturas máximas, que geralmente ocorrem à tarde, ficaram dentro a ligeiramente abaixo da média, principalmente na faixa norte e na região de Antonina, no Litoral. A temperatura mais alta registrada pelas estações do Simepar no Paraná no outono de 2026 foi em 30 de março, em Capanema: 38,7°C.

Na maior parte do Paraná, a média entre as máximas e mínimas no trimestre do outono ficou dentro da média histórica. Ficaram um pouco abaixo as temperaturas médias da região de Foz do Iguaçu, e ligeiramente acima em Cruzeiro do Oeste, Telêmaco Borba, União da Vitória e Guaratuba.

Com relação às chuvas, o volume ficou acima da média histórica em toda a faixa norte do Paraná, bem como nos Campos Gerais. Na Região Metropolitana de Curitiba os ficaram dentro a ligeiramente acima da média, assim como no Centro-Sul e no Oeste. Apenas no Sudoeste e na parte sul do Litoral os volumes de chuva no trimestre ficaram abaixo da média histórica.

MÊS A MÊS - Em março, muitas massas de ar seco atuaram sobre o Paraná. As temperaturas mínimas, máximas e médias ficaram dentro a acima da média em todo o Estado. Entre as 47 estações meteorológicas do Simepar com mais de seis anos de operação, apenas oito atingiram o volume de chuva histórico para o mês de março.

Em abril, foram registrados vários dias consecutivos sem chuva e, quando choveu, os volumes foram altos o suficiente para que a maioria das estações ultrapassassem a média histórica para o período. Ficaram abaixo, ou muito perto da média histórica de chuvas para abril, somente 13 estações. As temperaturas médias ficaram dentro a acima da média histórica. Uma nuvem funil foi classificada pelo Simepar em Cascavel no dia 19 de abril. Os primeiros registros de geada do ano ocorreram em 28 de abril.

Em maio, entre as 45 estações meteorológicas do Simepar com mais de cinco anos de operação, apenas nove registraram volumes de chuva abaixo da média histórica para o mês. Em 18 estações, o volume médio histórico de chuva foi atingido nos primeiros dez dias do mês.

Com mais chuva, a temperatura média ficou dentro a abaixo da média histórica em todo o Paraná. As temperaturas mais baixas de maio de 2026 também foram as mais baixas do ano até o momento, e foram registradas entre os dias 11 e 13 – datas em que também houve registro de geada em cidades da metade sul do Estado. No dia 9 teve chuva congelada em General Carneiro.

“Em abril a temperatura média foi acima dos valores esperados para o mês, principalmente por conta das temperaturas mínimas, especialmente no Interior do Estado. As manhãs, principalmente, foram mais aquecidas. Em maio foi o contrário: as temperaturas máximas ficaram abaixo do esperado por conta das instabilidades”, ressalta Leonardo Furlan, meteorologista do Simepar.

Junho começou com predomínio de tempo estável. A chuva retornou ao Paraná com mais intensidade no dia 10, quando os maiores volumes foram registrados em Campo Mourão (57 mm) e Capanema (54 mm). No dia 11, a chuva continuou intensa em algumas regiões e os volumes foram ainda mais altos em Cianorte (90,4 mm), Campo Mourão (74,4 mm) e Umuarama (61 mm).

Com a chuva dos primeiros 15 dias do mês, nove das 44 estações meteorológicas do Simepar com mais de cinco anos de operação ultrapassaram o volume histórico de chuva para junho: Altônia (73,2 mm de média, 75 mm até 15 de junho de 2026), Apucarana (82 mm de média, 90,8 mm até a mesma data), Campo Mourão (106,1 mm de média, 153,8 mm), Cândido de Abreu (134,3 mm de média, 150,2 mm), Cianorte (89,2 mm de média, 150,6 mm), Jaguariaíva (93,7 mm de média, 100,6 mm), Londrina (86,4 mm de média,  97,8 mm), Ponta Grossa (103,5 mm de média, 111 mm), e Umuarama (84,3 mm de média, 95,4 mm).

IMPACTOS - Desde 20 de março a Defesa Civil Estadual contabilizou 99 ocorrências em todo o Estado, com 75 mil pessoas afetadas. Neste período, foram publicados 28 decretos de situação de emergência em 26 municípios do Paraná em razão de enxurradas (5), vendavais (2) e estiagem (20).

Já a falta de chuva impactou de maneira mais intensa os moradores de Quedas do Iguaçu e Prudentópolis. Por meio do Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap) foi destinada ajuda humanitária e recursos do Estado para investimento em ações de mitigação.

Quedas do Iguaçu, recebeu 600 cestas básicas e o repasse de R$ 594 mil para aquisição e instalação de caixas d’água e combustível para caminhão-pipa. Também foram destinados R$ 143 mil para a compra de 10 reservatórios flexíveis e motobombas. Já Prudentópolis recebeu R$ 513 mil para compra e instalação de caixas d’água e combustível para para caminhão-pipa.

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