A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu 23 pessoas em uma operação deflagrada nesta terça-feira (16) contra suspeitos dos crimes de caça de animais silvestres e comércio ilegal de armas de fogo e munições. A ofensiva aconteceu em três estados e contou com o apoio da Polícia Militar do Paraná (PMPR), da Polícia Científica do Paraná (PCI-PR), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO) e do Instituto Água e Terra (IAT).
Mais de 150 policiais atuaram para o cumprimento de 23 mandados de prisão temporária e 32 de busca e apreensão nas cidades de Campo Largo, São José dos Pinhais, Lapa, Tijucas do Sul, Palmeira, Guaratuba, Ponta Grossa, São João do Triunfo, Imbituva, Fernandes Pinheiro, Guamiranga, União da Vitória, Mallet, Coronel Vivida e Itaipulândia, no Paraná; Rio dos Cedros, Brusque e Itajaí (SC); e Canarana (MT).
Nos endereços dos suspeitos foram apreendidas 25 armas de fogo ilegais, diversos troféus de caça, 15 cães utilizados em atividades de caça, pássaros silvestres, centenas de munições e carne de caça. Os animais resgatados apresentavam sinais de maus-tratos e serão acolhidos pelo Instituto SOS 4 Patas para que recebam os cuidados necessários.
- PCPR prende 4 pessoas e cumpre 11 mandados contra grupo que roubava motocicletas
- Operação das forças do Paraná contra facção criminosa prende seis pessoas e cumpre 559 mandados
As investigações iniciaram em julho de 2025 após o registro de uma denúncia anônima sobre o comércio de armas de fogo em um grupo de conversas em um aplicativo de mensagens. “Além da venda de armamentos e munições, verificamos que o grupo era utilizado pelos membros para a divulgação e compartilhamento de fotos e vídeos de caça ilegal de animais silvestres”, disse o delegado da PCPR Guilherme Dias.
A investigação contou com trabalho de inteligência policial que envolveu as equipes da PCPR e da PMPR. “As forças de segurança do Paraná vêm desenvolvendo um trabalho integrado de combate aos crimes ambientais. Essa operação iniciou por meio de trabalhos de levantamento de campo, atendimento de ocorrências, tanto pela Polícia Militar Ambiental quanto pela Delegacia de Proteção Ambiente”, destacou o comandante do BPMA da PMPR, tenente-coronel Álvaro Gruntowski.
Durante os meses de apuração, foi possível identificar a dinâmica da comercialização de armamentos e verificar que os suspeitos caçavam diversos animais como pacas, cotias, veados e tatus. As carnes chegavam a ser comercializadas por até R$ 600 o quilo.
Os presos foram encaminhados ao sistema penitenciário. A PCPR segue em investigação.














