Paraná aumenta exportações para a União Europeia em 12,9% em janeiro

Mercados tradicionais influenciaram de forma relevante o crescimento das exportações estaduais para a União Europeia, com destaque para as vendas destinadas à Alemanha, Holanda e Polônia, que apresentaram incrementos de, respectivamente, 19,5%, 25,7% e 215,2% no primeiro mês deste ano.
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11/02/2026 - 12:00

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Mesmo antes do acordo comercial União Europeia - Mercosul entrar em vigor, as exportações paranaenses para a União Europeia totalizaram US$ 197,9 milhões em janeiro de 2026, o que representou aumento de 12,9% em relação ao mesmo mês de 2025, quando as vendas para o bloco econômico somaram US$ 175,3 milhões. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), organizados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social e divulgados nesta quarta-feira (11).

Mercados tradicionais influenciaram de forma relevante o crescimento das exportações estaduais para a União Europeia, com destaque para as vendas destinadas à Alemanha, Holanda e Polônia, que apresentaram incrementos de, respectivamente, 19,5%, 25,7% e 215,2% no primeiro mês deste ano.

No caso da Alemanha, houve salto de US$ 36,9 milhões para US$ 44,1 milhões, com o farelo de soja sendo o líder da pauta, enquanto as exportações para a Holanda passaram de US$ 31,6 milhões para US$ 39,7 milhões, puxadas principalmente pelo biodiesel. As vendas para a Polônia avançaram de US$ 5,4 milhões para US$ 17,1 milhões, refletindo também as vendas crescentes de farelo de soja.

O maior acréscimo percentual foi registrado pelo comércio com a Eslovênia (9.952%), como resultado do aumento das exportações de US$ 143,7 mil em janeiro de 2025 para US$ 14,4 milhões no início de 2026. Novamente, o farelo de soja foi o maior responsável pela considerável alta.

Em termos de produtos, para o total da União Europeia, as maiores ampliações de comércio foram contabilizadas pelas exportações de máquinas de terraplanagem, papel, partes de motores para veículos, carne de frango in natura e produtos químicos. Nesse último caso, predominaram os embarques de biodiesel, mercadoria cujo peso do Estado na produção nacional é significativo.

"Houve um avanço específico em alguns países fruto da proatividade dos exportadores na busca por novos mercados, o que leva em conta os desafios globais com as barreiras comerciais", afirma Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes. "E a continuidade do crescimento das exportações para a União Europeia será muito benéfica para a economia do Paraná. Temos perspectivas muito positivas, em razão do acordo entre o Mercosul e o bloco europeu, que possibilitará a intensificação do comércio”.

Segundo estimativa do Ipardes, para cada aumento anual de 1% das exportações estaduais para o bloco serão acrescidos R$ 137,5 milhões ao PIB paranaense. Além disso, a mesma medida de crescimento das vendas externas poderia gerar 1,1 mil empregos, devido tanto ao efeito positivo sobre a atividade exportadora quanto aos desdobramentos sobre os segmentos a ela relacionados.

COMÉRCIO GLOBAL – Considerando todos os mercados, as exportações do Paraná somaram US$ 1,38 bilhão em janeiro de 2026, com elevada representatividade dos alimentos, que responderam por uma participação de 58% do total das vendas. Com isso, o Estado segue entre os principais exportadores do Brasil.

Além do bloco europeu, os principais importadores de produtos do Paraná seguem sendo a China (US$ 226 milhões), Irã (US$ 67 milhões), Argentina (US$ 55 milhões), Estados Unidos (US$ 51 milhões) e Paraguai (US$ 50 milhões). O comércio com a China cresceu 30% em relação a janeiro de 2025, assim como com o Paraguai, com aumento de 6,6%.

Os principais produtos exportados em janeiro foram carne de frango (US$ 323 bilhões), soja em grão (US$ 146 milhões), farelo de soja (US$ 107 milhões), papel (US$ 63 milhões), cereais (US$ 62 milhões), celulose (US$ 51 milhões) e carne suína (US$ 38 milhões). 

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