O governador Carlos Massa Ratinho Junior determinou que a Secretaria de Estado da Educação (Seed) faça uma força-tarefa para avaliação dos danos causados no Instituto Estadual de Educação de Paranaguá, no Litoral, atingido por um incêndio neste sábado (04). A orientação é de que o Estado tenha um diagnóstico rápido visando garantir que a escola entre rapidamente em processo de restauração.
A Seed irá destacar engenheiros do seu quadro e do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar) para avaliar a gravidade dos danos e os próximos passos para recuperação da estrutura, construída em 1927 e tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná em 1991. A unidade conta com 1.635 matrículas em 53 turmas, sendo sua grande maioria de estudantes do ensino médio.
“Determinei ao nosso Corpo de Bombeiros Militar todo o esforço possível para o combate às chamas e, na sequência, que a Secretaria da Educação avalie a dimensão dos danos para que possamos investir o que for necessário, fazendo com que este grande símbolo da educação paranaense volte a atender os nossos alunos o mais rápido possível”, afirmou Ratinho Junior.
O secretário de Educação do Paraná, Roni Miranda, afirma que equipes técnicas tanto do Núcleo Regional de Educação, quanto da engenharia da Seed estão acompanhando no local a situação da escola. "Vamos colocar todas as forças do governo do estado pra fazer o mais breve possível a restauração do prédio e também a realocação dos estudantes, que é nossa prioridade, para que os estudantes não tenham nenhum prejuízo pedagógico nesse momento”, aponta o secretário.
O incêndio no Instituto Estadual de Educação Dr. Caetano Munhoz da Rocha teve início por volta do meio-dia. Desde os primeiros momentos da ocorrência, equipes da Seed e do Fundepar foram ao local, dando apoio ao atendimento do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) e acompanhando a situação.
A Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp) informa que o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) realizou o combate e conseguiu controlar o incêndio. Não houve vítimas no sinistro, apenas danos materiais. Participaram do combate ao incêndio 45 bombeiros militares e brigadistas de empresas da região. Foram usadas sete viaturas do CBMPR e três de brigadas de incêndio da Portos do Paraná e empresas locais, além de dois caminhões pipa da prefeitura.
Quando a área for liberada pelos bombeiros, será feito um levantamento dos danos para definição das providências necessárias. A continuidade das aulas será definida, com possibilidade de realocação dos estudantes em outras unidades. O Governo do Paraná segue acompanhando o caso.
As causas do incêndio serão investigadas pela Polícia Científica (PCIPR) e pela Polícia Civil (PCPR).



