Reservatório Miringuava aumentará em 25% a reservação de água do sistema da Grande Curitiba

Barragem faz parte do planejamento estratégico da Sanepar para aumentar a segurança hídrica da população de Curitiba e Região Metropolitana. Água da primeira etapa de inundação da área reservada já está sendo utilizada na Estação de Tratamento Miringuava.
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08/01/2026 - 18:40
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Um novo capítulo da história do abastecimento de água de Curitiba e Região Metropolitana começou em 2026 com o início da primeira etapa de enchimento do Reservatório Miringuava. A comporta principal foi fechada e a água represada já está sendo utilizada na Estação de Tratamento de Água (ETA) Miringuava. 

A represa será fundamental para reforçar a disponibilidade de água do Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba (SAIC), formado pelos reservatórios Iraí, Passaúna, Piraquara I e Piraquara II. Com o Reservatório Miringuava, o sistema ampliará a reservação de água em 25% e a ETA Miringuava irá dobrar a sua capacidade de tratamento - saltará de 1.000 para 2.000 litros de água por segundo.

Localizada em São José dos Pinhais, a barragem terá capacidade para reservar 38,2 bilhões de litros, atenderá 650 mil pessoas diretamente e foi dimensionada para acompanhar o crescimento da demanda por água da região. A estrutura também fortalece o sistema de abastecimento de 3,5 milhões de habitantes da região metropolitana. Ela suprirá a demanda dos bairros Caximba, CIC, Ganchinho, Tatuquara, Umbará e Sítio Cercado, em Curitiba; e as cidades de Araucária, Fazenda Rio Grande e São José dos Pinhais. 

Para o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, o Reservatório Miringuava representa o futuro hídrico dos próximos anos das localidades. “A Sanepar tem investido e se preparado para acompanhar o crescimento da capital e das cidades da Região Metropolitana e o Miringuava é uma das estratégias para assegurar água tratada para população e também superar cenários de escassez hídrica, um risco eminente diante das mudanças climáticas cada vez mais desafiadoras que enfrentamos”, afirma.

E ele tem dimensões de um gigante: 

- Altura de 24 metros, a mesma de um prédio de oito andares, e 309 metros de extensão. 

- A área a ser alagada é de 4,3 milhões m², o equivalente a 602 campos de futebol. 

- Sua capacidade de reservação será de 38,2 bilhões de litros, o que corresponde a 15.280 piscinas olímpicas. 

- Para compensar o espaço utilizado pela barragem, a Sanepar criou um corredor de biodiversidade de 7 milhões m², uma área 62,6% superior ao que está sendo utilizado para reservação de água.

- O vertedor da barragem tem 5 metros de diâmetro, 20,80 metros de altura e capacidade de extravasar 178 mil litros de água por segundo, no caso da ocorrência da maior cheia provável na bacia de contribuição da barragem.

RESERVAÇÃO – O Reservatório Miringuava é abastecido pelo Rio Miringuava e seus afluentes, seu enchimento acontece em etapas e depende do volume de chuvas. O fechamento da primeira comporta para reservação de água visa o enchimento do nível mais profundo da barragem.

Há o monitoramento de todas as fases, são realizados testes operacionais e existe um controle rigoroso para garantir a segurança da estrutura e da região no entorno, manter o controle do nível do rio e assegurar que o reservatório encha com as vazões e volumes previstos. 

Com um regime fluvial dentro da estimativa, o prazo para que a represa esteja completamente cheia é de no mínimo nove meses. Entretanto, não é necessário esperar a conclusão para utilizar a água represada, por isso ela já está sendo utilizada para reforçar o sistema de abastecimento. 

DO PROJETO PARA A OPERAÇÃO – O projeto do Reservatório Miringuava teve início com a definição do local, relatórios, diagnósticos e projeções dos impactos socioambientais, criação de programas e planos para gerenciar e mitigar os impactos do empreendimento em todas as fases. Além de abranger ações de controle e monitoramento ambiental, também incluiu medidas de apoio e desenvolvimento socioambiental para a comunidade da bacia.

Ao longo do cronograma, a Sanepar gerenciou a complexidade do projeto e enfrentou desafios, como períodos de chuvas acima da média histórica. 

O contrato da segunda fase, de preparação do reservatório e estradas, foi assinado em 2021, porém, até 2023 se manteve suspenso pela falta de liberação da supressão vegetal. 

Em dezembro de 2024, com a anuência dos órgãos ambientais, as obras desta etapa foram iniciadas. A conclusão ocorreu no final de 2025 e após autorização do IAT para o início das operações de enchimento do reservatório, a Sanepar fechou a primeira comporta no dia 31 de dezembro de 2025. 

“Enfrentamos desafios técnicos, dificuldades com as empresas contratadas e longos trâmites para obtenção de licenças ambientais, impactando o nosso cronograma. O esforço contínuo das equipes da Companhia foi essencial para a conclusão das obras e início das operações do Reservatório Miringuava. Agora, podemos celebrar essa grande conquista que representa mais segurança hídrica para a população de Curitiba e Região Metropolitana”, ressalta o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley. 

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