Tradição com segurança: bombeiros orientam sobre fogueiras nas festas juninas

A escolha do local em que a fogueira será montada é o primeiro passo para evitar acidentes. Ela deve ser mantida sob supervisão constante durante toda a sua utilização. Sempre se certifique de que foi apagada completamente antes de sair do local. Veja outras dicas e quando acionar o Corpo de Bombeiros.
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16/06/2026 - 12:10

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As festas juninas agitam a população de Norte a Sul do País e vêm carregadas de tradições. Uma delas é a fogueira, símbolo da união e uma homenagem aos santos: a quadrada para Santo Antônio, a redonda para São João e a triangular para São Pedro. Mas a celebração com fogueiras exige cuidados para evitar queimaduras e incêndios. O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) orienta a população sobre medidas simples que ajudam a manter a tradição com segurança.

A escolha do local em que a fogueira será montada é o primeiro passo para evitar acidentes. Segundo a porta-voz do CBMPR, capitã Luisiana Guimarães Cavalca, deve ser uma área limpa e distante de materiais que possam favorecer a propagação das chamas.

“Escolha uma área sem vegetação rasteira, afastada de árvores, edificações, veículos e outros materiais combustíveis, para que o fogo iniciado não se propague nem para a vegetação nem para árvores próximas”, explica a capitã.

Além da escolha do local, a corporação orienta que a fogueira seja mantida sob supervisão constante durante toda a sua utilização, especialmente quando houver crianças nas proximidades. Ao final da festa, use água para extinguir as brasas que sobraram da fogueira, evitando que o vento possa reacender o fogo. Caso não tenha água, abafe com terra ou areia, mas sempre se certifique de que a fogueira foi apagada completamente antes de sair do local.

ACENDIMENTO E QUEIMADURAS – Um dos erros mais comuns é utilizar álcool, gasolina ou outros líquidos inflamáveis para iniciar o fogo. Além de aumentar o risco de queimaduras graves, esses produtos podem provocar explosões e fazer com que as chamas se espalhem rapidamente. A capitã Luisiana destaca que existem alternativas mais seguras para iniciar a combustão.

“Uma técnica simples e eficiente é fazer um copinho enrolando papel higiênico ou papel toalha ao redor dos dedos e colocar no centro da fogueira. Você preenche este copinho com óleo de cozinha e depois faz uma pirâmide de gravetos ao redor e ateia fogo nas bordas secas do papel. A chama vai se espalhar para o óleo e depois incendiar a madeira. Essa queima ocorre de forma lenta e persistente, permitindo que o fogo se propague gradualmente para a lenha, sem os riscos associados aos líquidos inflamáveis”, afirma.

Caso a roupa de uma pessoa pegue fogo, a orientação é agir rapidamente para interromper a combustão e reduzir os danos causados pelas chamas. “Se houver água disponível, ela deve ser utilizada imediatamente para resfriar e apagar as chamas. Caso não haja água, a pessoa deve ser deitada no chão e o fogo pode ser abafado com um pano ou outro material adequado, retirando o oxigênio que alimenta a combustão”, orienta a oficial.

Os acidentes com fogueiras podem provocar queimaduras de diferentes gravidades. Enquanto as queimaduras de primeiro grau geralmente causam apenas vermelhidão, as de segundo grau podem formar bolhas, que não devem ser perfuradas. Já as queimaduras de terceiro grau atingem camadas mais profundas da pele e exigem atenção médica imediata.

QUANDO CHAMAR OS BOMBEIROS – O CBMPR orienta que a população acione o telefone 193 sempre que o incêndio apresentar risco de propagação ou não puder ser controlado de forma segura. “A partir do momento em que as pessoas já não conseguem se aproximar com segurança para tentar controlar o fogo, significa que a situação saiu do controle e há necessidade de acionamento do Corpo de Bombeiros”, explica a capitã.

PREVENÇÃO – O alerta ganha ainda mais importância neste período do ano, quando as condições climáticas começam a favorecer a propagação do fogo. O CBMPR já iniciou a Operação de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (OPCIF), que reforça as ações de prevenção, monitoramento e resposta aos incêndios em vegetação em todo o Estado.

Com a redução da umidade do ar e o aumento da quantidade de material seco disponível para queima, qualquer fonte de ignição exige atenção redobrada. “A prevenção continua sendo a principal ferramenta para evitar incêndios. Uma fogueira montada ou apagada de forma inadequada pode dar origem a uma ocorrência de maiores proporções, especialmente em períodos de estiagem e baixa umidade do ar. Por isso, todo cuidado faz diferença”, ressalta a capitã.

Dicas do CBMPR para manter a tradição junina com segurança:

- Escolher um local limpo e afastado da vegetação

- Manter distância de edificações, veículos e materiais combustíveis

- Não utilizar álcool, gasolina ou outros líquidos inflamáveis para acender a fogueira

- Manter crianças sob supervisão constante

- Ter água disponível para emergências

- Não abandonar a fogueira enquanto houver chamas ou brasas

- Apagar completamente as brasas com água ao final da utilização

- Na falta de água, realizar o abafamento com terra ou areia

- Acionar o 193 caso o incêndio saia do controle

- Procurar atendimento médico em casos de queimaduras extensas ou graves

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